As eleições de 2027 podem ficar marcadas, historicamente, por uma descrença política no papel dos partidos da oposição em promover uma alternância de poder, devido à forma como estão a ser constituídos e, sobretudo, a financiar a sua actividade político-partidária.
A guerra no Ocidente, em Africa e no Médio Oriente continua. Continua como um eco que não se cansa de repetir a mesma tragédia, dia após dia. Há quem aplauda o seu eclodir, quem a justifique com discursos estratégicos, ideológicos ou económicos. E há quem chore. Eu estou entre os que choram — não por fraqueza, mas por humanidade.
Está claro e transparente, que a administração de João Lourenço, está circundada de uma opacidade congénita aveludada. Aliás, a praticidade governativa tem vindo a apequenar o país no seu todo, tornando-o numa república das bananas quase pária.
Cinquenta anos não são um detalhe histórico. São uma prova de resistência, mas também um teste de maturidade. A UNITA, a principal força da oposição angolana, chega a este marco com capital simbólico acumulado, mas também com interrogações profundas sobre o seu papel no presente e no futuro da democracia nacional. Resistir é mérito, mas evoluir é uma obrigação.
A convite do CRC, marcámos presença na quinta edição das Conversas Economia 100 Makas, subordinada ao tema “O OGE 2026: as famílias e as empresas”, sessão conduzida pela Vera Daves, Ministra das Finanças, que teve lugar no Hotel EPIC SANA, em Luanda, na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026.
O recente desenvolvimento judicial envolvendo o general na reforma Higino Carneiro reacendeu o debate sobre a independência da justiça em Angola e a real separação de poderes no país. Num contexto político sensível, marcado por disputas internas no seio do MPLA, o caso levanta interrogações legítimas sobre o funcionamento das instituições e o equilíbrio democrático.
A sociedade civil é um dos mais elevados alicerce constitucional do estado, de onde aliás, a família provém. Por isso, a sociedade civil idônea, não pôde de maneira alguma, flertar continuamente com o autoritarismo regimental sob o risco de infernizar a vida de todo cidadão.
A proposta de um “Pacto de Transição” para as eleições gerais de 2027, avançada pelo presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, introduz um novo eixo no debate político nacional: o da confiança prévia nas regras do jogo e na aceitação dos resultados. Mais do que uma simples iniciativa partidária, a ideia coloca em discussão o grau de maturidade institucional do sistema político angolano e a qualidade do seu pluralismo democrático.