A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), um dos pilares históricos da luta de libertação nacional, enfrenta hoje um dos momentos mais delicados da sua existência política. Entre o peso do seu passado e as exigências do presente, o partido vê-se confrontado com uma realidade incontornável: ou se renova, ou arrisca-se a cair na irrelevância.
Dizem os antigos que o poder é como vinho forte: embriaga primeiro, revela depois. E quando a lucidez regressa, já é tarde. João Lourenço parece ter entrado nesse momento delicado, onde o tempo político deixa de contar horas e passa a medir destinos. Cada decisão pesa mais, cada silêncio diz mais, e cada tic-tac do calendário soa a despedida.
A Administração Pública, para além de prosseguir o interesse público, deve actuar com base em princípios fundamentais, nomeadamente: legalidade, imparcialidade, justiça, proporcionalidade, boa-fé, probidade e responsabilidade.