O Banco Nacional de Angola (BNA) passou a autorizar os bancos comerciais a utilizarem a moeda chinesa, o yuan, para o cumprimento das reservas obrigatórias em moeda estrangeira, numa medida que reforça a crescente importância da divisa chinesa no sistema financeiro angolano.
O Togo tornou-se em maio o principal parceiro de importação de Angola, com as compras a dispararem de três para 265 mil milhões de kwanzas (254 milhões de euros), enquanto Portugal deslizou para quarto lugar, segundo estatísticas oficiais.
O Estado angolano já utilizou as receitas adicionais geradas pela valorização do preço do petróleo nos mercados internacionais para financiar parte da execução do Orçamento Geral do Estado (OGE), reduzindo assim a necessidade de recorrer ao endividamento.
Analistas do Banco Millennium Atlântico destacaram o aumento da oferta de divisas no mercado angolano, de mais de 23% até maio face ao período homólogo, contribuindo para estabilizar o mercado cambial.
A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em agosto terminou hoje a sessão no mercado de futuros de Londres em baixa de 4,33%, para 73,74 dólares.
O ex-ministro da Economia português António Costa Silva defendeu hoje que Angola tem de pensar no pós-petróleo e apostar na eletricidade como nova fonte de divisas, alertando para a retração de 8% da produção petrolífera em 2025.
Os bancos comerciais registaram em Abril o mês com maior disponibilidade de divisas dos últimos dois anos, impulsionados sobretudo pelo aumento das vendas de moeda estrangeira por parte do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Angola (BNA). A evolução surge num contexto de recuperação dos preços internacionais do petróleo, principal fonte de receitas externas do País.