Sexta, 08 de Mai de 2026
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O Banco Nacional de Angola (BNA) admitiu hoje recorrer às reservas internacionais para estabilizar o mercado cambial, caso os choques externos se prolonguem, e recomendou uma redução de impostos aduaneiros sobre bens alimentares e fertilizantes.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje Angola para os riscos do prolongamento da guerra no Médio Oriente, aconselhando contenção nas despesas e o uso de receitas petrolíferas para reforçar a resiliência económica e reduzir endividamento.

O BNA precisa que as operações realizadas no decorrer de 2026 totalizaram 105.432.570,34 dólares (cerca de 90 milhões de euros), com particular destaque para o mês de abril, período em que procedeu à venda de 94.471.789,04 dólares (cerca de 80,6 milhões de euros), correspondente à totalidade das operações pendentes do setor reportadas pelos bancos comerciais.

O Governo angolano anunciou hoje que as receitas devem crescer 3,2 biliões de kwanzas com o aumento do preço do barril de petróleo, mas parte do montante será consumido com o subsídio aos combustíveis.

Apesar da forte procura por divisas, o kwanza mantém-se artificialmente estável face ao dólar, revelando intervenção administrativa. Já na relação com o euro, as oscilações expõem um mercado cambial desalinhado das referências internacionais.

A ministra das Finanças angolana disse que os níveis inferiores de execução orçamental na Educação e Saúde em 2025, que contrastaram com os da Defesa e Segurança, devem-se parcialmente à estruturação da relação laboral nos diferentes setores.

O volume de divisas comercializado no mercado cambial angolano registou um crescimento de 288%, no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o período homólogo de 2025, num crescimento impulsionado pelo aumento da oferta do Dólar norte-americano.

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