Segunda, 23 de Fevereiro de 2026
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Segunda, 23 Fevereiro 2026 17:47

Vera Daves desafia críticos e garante: ‘Financiamento externo para OGE não assusta’

A ministra das Finanças angolana minimizou hoje, em Luanda, o tema sobre a captação de financiamento, para o Orçamento Geral do Estado (OGE) em vigor, sobretudo financiamento externo, com bastante ofertas disponíveis.

"O número do financiamento externo não me assusta", disse Vera Daves de Sousa, a convidada V edição do programa "Conversas Economia 100 Makas", do jornalista angolano Carlos Rosado de Carvalho, que abordou o tema "OGE 2026, as Empresas e as Famílias".

O Presidente de Angola, João Lourenço, aprovou o Plano Anual de Endividamento 2026, que prevê a captação de 15,03 biliões de kwanzas (13,8 mil milhões de euros), representando 11,01% do Produto Interno Bruto, para cobrir as necessidades de financiamento do OGE para 2026.

Segundo Vera Daves de Sousa, "o financiamento externo não é difícil", frisando que está disponível "bastante financiamento" coberto com agências de crédito à exportação, que fazem o custo baixar em grande medida, ficando "em torno de 3% ou menos".

"Temos bastante desse financiamento ativo e tudo vai depender da nossa velocidade em desembolsá-lo e não é financiamento caro", disse.

Caso o Governo tenha espaço e capacidade de desembolsar quatro biliões de kwanzas (3,6 mil milhões de euros), é possível fazer, disse a ministra, através "de linhas de financiamento que estão contratadas e que não são muito caras".

O restante "é basicamente olhar para uma emissão de mercados internacionais, olhar para as multilaterais, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, olharmos para diferentes praças, no que diz respeito aos mercados internacionais e chega-se lá", realçou a ministra.

Angola prevê mobilizar financiamento externo no montante de 7,93 biliões de kwanzas (7,3 mil milhões de euros) e a nível interno captar 7,11 biliões de kwanzas (6,5 mil milhões de euros).

Sobre a mobilização de financiamento a nível interno, a titular da pasta das Finanças de Angola considerou "que pode ser mais exigente", a depender de se existem "poupanças ociosas" em instituições financeiras locais.

"Sejam seguradoras, fundos de pensões, que algumas delas até decidem colocar em ativos de imobiliária, ficam sem saber o que fazer com o dinheiro e, sendo elegíveis para participar no mercado primário de obrigações e bilhetes de tesouro, via Bodiva [Bolsa de Divida e Valores de Angola), consigamos captar mais", disse.

"Não podendo captar, logo vemos se fazemos remanejamentos naquilo que é o limite entre o interno e o externo ou se calibramos a despesa em função daquele que for o financiamento que conseguirmos captar", acrescentou.

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