O balanço síntese sobre as consequências das chuvas em Benguela e Luanda indicou ainda que foram afetadas 51.275 pessoas, 9.511 casas inundadas, 607 casas desabadas, bem como 23 escolas, cinco centros de saúde, 56 postes elétricos danificados, registando-se igualmente o deslize de 35 ravinas.
Na capital angolana, Luanda, foram registados 13 óbitos, cinco desaparecidos e o ferimento de uma pessoa.
Em Benguela, 26 pessoas morreram, quatro estão desaparecidas e 15 ficaram feridas.
Segundo o Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, a situação atual é de normalidade, estando em curso várias ações de âmbito multissetorial, com destaque para operações de sucção de água em residências inundadas e ruas alagadas, apoio alimentar, fornecimento de água potável, saneamento básico e distribuição de vestuário e outros bens à população afetada, bem como o reforço da vigilância epidemiológica.
De acordo com as informações recolhidas pela Lusa, além de Luanda e Benguela, o governo da província do Cuanza Sul reportou a morte de quatro pessoas e a proteção civil de Malanje avançou dois óbitos em consequência das chuvas do último fim de semana.
Na segunda-feira, o Presidente angolano manifestou profunda preocupação com os estragos provocados pelas chuvas intensas que atingiram várias regiões do país nos últimos dias e disse que as autoridades estão numa corrida contra o tempo para localizar e resgatar desaparecidos.
João Lourenço expressou condolências às famílias enlutadas e garantiu máximo empenho do executivo no apoio às pessoas afetadas.

