Durante a visita, o chefe de Estado sobrevoou as áreas mais atingidas pelo rompimento do dique na margem esquerda do rio Cavaco e percorreu, a pé, zonas onde estão a ser registadas e acolhidas provisoriamente as populações desalojadas. No final, reuniu com o Conselho Nacional de Protecção Civil e com estruturas locais, tendo deixado orientações concretas para a resposta à emergência.
De acordo com o ministro do Interior, Francisco Furtado, o Governo angolano já mobilizou cerca de 830 toneladas de bens essenciais até terça-feira, incluindo alimentos, medicamentos e meios de acomodação. A este esforço juntam-se mais de 700 toneladas de ajuda provenientes de empresas, elevando o total para mais de mil toneladas.
“As populações estão animadas e esperam soluções para os seus problemas”, afirmou o governante, destacando a solidariedade nacional em torno da província. Francisco Furtado sublinhou ainda que o Presidente manteve contacto direto com as comunidades afectadas e com empresas no terreno, envolvidas na recuperação de infraestruturas.
As operações de socorro permitiram já resgatar mais de 3.600 pessoas em situação de risco, com o apoio de meios aéreos, unidades da Marinha de Guerra e 15 equipas de fuzileiros navais, apoiadas por meios náuticos.
O Governo prevê continuar a canalizar apoios para Benguela, não apenas para mitigar os efeitos imediatos da tragédia, mas também para avançar, após o fim da época chuvosa, com intervenções estruturais nos rios Cavaco e Catumbela, de forma a prevenir novas ocorrências.
As autoridades locais foram também orientadas a reforçar a sensibilização das populações para evitar construções em zonas de risco e a promover o desassoreamento dos rios.

