Em declarações aos jornalistas, à saída da reunião, o director nacional do Conselho das Igrejas de Reavivamento de Angola, Bênção Gomes, explicou que o fenómeno da mina tradicional começa a ser preocupante na sociedade angolana, por isso precisa ser criminalizada para evitar a perda de vidas, sobretudo de pais de famílias.
Bênção Gomes referiu, ainda, que a igreja, enquanto parceira do Estado, acha que a famosa “tala” é uma matéria extremamente sensível que precisa de atenção especial do Parlamento e do Governo angolano, porque afecta o direito à vida, consagrado pela Constituição.
“Pensamos nós, enquanto igreja, que está na hora da Casa das Leis criar instrumentos jurídicos que possam banir e impedir a venda livre de todas as práticas que atentem contra a vida, a dignidade humana, bem como a paz e a harmonia familiar”, ressaltou o pastor.
O director nacional do Conselho das Igrejas alertou que muitas crianças são, hoje, órfãs de pai e mãe em consequência dos danos causados pelo fenómeno identificado como “tala”.
Desburocratizar o crédito
Os membros do Conselho das Igrejas solicitaram, ainda, à 7.ª Comissãodaassembleianacional, nosentidode advogar junto das instituições afins para a desburocratização do processo de acesso ao crédito agrícola.
Em reacção às preocupações do Conselho das Igrej as, o presidente da 7 ª . Comissão, João Faria, disse que a Assembleia Nacional, dentro do princípio da “boa relação” com as instituições, vai advogar para que seja resolvida a solicitação feita.

