Sábado, 03 de Janeiro de 2026
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Há momentos na história de um país em que já não basta sussurrar, dialogar com prudência ou usar metáforas para evitar desconfortos. Há momentos em que é preciso dizer claramente: a sociedade angolana está presa num ciclo de autossabotagem moral, política, cultural e económica, e fingir que está tudo bem é participar da própria decadência.

Com as declarações do Presidente João Lourenço, em plena celebração dos 69 anos do "glorioso" partido, como líder do MPLA no poder e Chefe de Estado, ninguém mais pode ter dúvidas que se decidiu, definitivamente, para a pessoalização do poder, em Angola, com todos os prejuízos já muito visíveis, paradoxalmente, logo a seguir à paz: a centralização excessiva do poder e o consequente desastre na distribuição dos recursos do país.

Quem tem olhos, que veja então. Quem tem ouvidos, que ouça com clareza os perturbadores distúrbios do judiciário manipulado.

Os empresários e empreendedores são a espinha dorsal de qualquer economia. São eles que geram empregos, resolvem problemas concretos da sociedade e alimentam os cofres do Estado com receitas fiscais. No entanto, em Angola, observa-se uma tendência preocupante: alguns gestores públicos parecem querer assumir o papel que cabe naturalmente ao sector privado, interferindo em áreas que deveriam ser de iniciativa empresarial.

A recente decisão do Governo Chinês de permitir que apenas os influenciadores com formação académica comprovada abordem temas de natureza profissional reacende um debate necessário e urgente, especialmente para países como o nosso, onde o espaço digital cresce mais rápido do que a capacidade de monitorização e literacia digital dos utilizadores.

Ela cai sem pedir licença, escorrendo pelas ruas, entrando nas casas, denunciando o que insistimos em ignorar, a vida dura, silenciosa e quase invisível das famílias que sobrevivem em condições de vulnerabilidade extrema.

A realização, em Luanda, nos dias 24 e 25 de novembro de 2025, da primeira Cúpula União Africana–União Europeia foi de facto um marco político importante para o continente africano e principalmente um handcup positivo para a diplomacia angolana.

Vê-se nas redes sociais que o General Higino Carneiro foi constituído arguido por peculato e branqueamento de capital pela PGR; a ser verdade, deixa a desejar o sistema judicial angolano!

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