Não é justo atribuir ao ex-presidente José Eduardo dos Santos ou ao presidente João Lourenço responsabilidades por problemas que não lhes competem. O exercício do poder político deve ser analisado dentro dos limites que a Constituição estabelece, e não através de acusações que extrapolam suas funções.
Não há como analisar o papel de África no sistema internacional sem antes reconhecermos a magnitude da presença chinesa no interior do continente.
As análises dos críticos de ocasião e dos iletrados políticos, acabam sempre por desaguar no profundo mar da ignorância. A maior parte de tais críticos, não passam de exímios mercadores da desgraça alheia, são pescadores de águas turvas.
Foram precisos 17 anos após o abandono da ideologia marxista-leninista, adoptada pelo MPLA no congresso de 1977, para fazer evoluir os estatutos do nosso partido com a introdução de novos valores democráticos.
A OMA, a Organização da Mulher Angolana, o braço feminino do MPLA, vai organizar o seu congresso ordinário, no final de fevereiro, princípio de março. Os congressos da OMA são sempre acompanhados de perto pela comunicação social.
A classificação clássica das constituições modernas e contemporâneas nas suas variadas formas de governo: presidencial, semi-presidencial, parlamentar e monarquia parlamentar, a muito que tem ganhado conotações adversas em relação a sua essência, no que tange às suas características e funções dentro da Administração do Estado.
É simplesmente um paradoxo, mas a oposição política angolana comporta se como um grupo perdi do no fundo do túnel, discutindo quem segura a lanterna, que ainda por cima está sem pilhas.
O desfecho do processo de candidaturas para a liderança da OMA coloca João Lourenço perante um dilema político incontornável: foi desautorizado pela própria organização feminina do MPLA ou foi cúmplice de um processo que contrariou, desde o início, a promessa pública de multicandidaturas?