Desde tenra idade nos foi incutido de que quando está em causa a soberania nacional, nenhum esforço deve ser medido! Mas o que vemos é que alguns gestores públicos, ao invés de protegerem Angola, protegem os seus interesses. Em vez de respeitarem as leis, respeitam as suas conveniências.
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Há uma coisa que Angola precisa devolver aos seus jovens: a capacidade de acreditar que os seus sonhos podem tornar-se realidade.
O Tribunal Constitucional de Angola, funciona condicionado à vontade explicita do atual inquilino da Cidade Alta e do Kremlin. Aliás, é fartamente conhecido, que o MPLA impõe aos seus militantes, em especial aos membros do Bureau Político e do Comité Central, a obrigatoriedade de se sujeitarem às disposições dos seus Estatutos. Essa realidade não escapa aos militantes do MPLA lotados no TC.
Há decisões que se leem nos acórdãos e há decisões que se leem no ar. A que o Tribunal Constitucional angolano proferiu esta semana, julgando improcedente a providência cautelar interposta por Higino Carneiro contra o "chumbo" à sua candidatura à liderança do MPLA, pertence a esta segunda categoria. Não é preciso ser jurista para sentir que algo, além do direito, se decidiu ali.
Há uma pergunta que raramente se coloca com a devida honestidade nos debates sobre África e as grandes potências: quem, na prática, ajudou o continente a construir aquilo que hoje se vê — as estradas, os portos, as centrais eléctricas, os caminhos-de-ferro? A resposta, por mais incómoda que seja para quem prefere discursos sobre valores em vez de betão, aponta claramente para a China.
Angola aproxima-se de mais um importante ciclo eleitoral num ambiente político marcado por uma crescente intensidade do discurso público, pelo endurecimento das posições partidárias e por uma competição política que, em determinados momentos, parece ultrapassar os limites naturais do confronto democrático.
Uma pergunta a Sua Excelência, o Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social. Já temos uma Lei da Cibersegurança. Mas estamos preparados para o dia em que o WhatsApp ou o Facebook deixarem de funcionar em Angola?
A recente extinção da CIMANGOLA-U.E.E., oficializada pelo Decreto Presidencial n.º 152/26, de 20 de agosto de 2026, que revoga o anterior Decreto n.º 23/94, de 3 de junho, que tinha criado a entidade, motiva-me, enquanto cidadão interessado na esfera pública, a oferecer uma reflexão para esclarecer a opinião pública sobre o tema. Esta decisão governamental ultrapassa o simples encerramento de uma empresa estatal, integrando-se num processo de reforma estrutural que busca a privatização de ativos e a redefinição da intervenção do Estado na economia.