A OMA, a Organização da Mulher Angolana, o braço feminino do MPLA, vai organizar o seu congresso ordinário, no final de fevereiro, princípio de março. Os congressos da OMA são sempre acompanhados de perto pela comunicação social.
A classificação clássica das constituições modernas e contemporâneas nas suas variadas formas de governo: presidencial, semi-presidencial, parlamentar e monarquia parlamentar, a muito que tem ganhado conotações adversas em relação a sua essência, no que tange às suas características e funções dentro da Administração do Estado.
É simplesmente um paradoxo, mas a oposição política angolana comporta se como um grupo perdi do no fundo do túnel, discutindo quem segura a lanterna, que ainda por cima está sem pilhas.
O desfecho do processo de candidaturas para a liderança da OMA coloca João Lourenço perante um dilema político incontornável: foi desautorizado pela própria organização feminina do MPLA ou foi cúmplice de um processo que contrariou, desde o início, a promessa pública de multicandidaturas?
Deixando idiossincrasia pessoal de lado, compreenderemos melhor, que o protagonista único da democracia representativa é o povo.
Mais de 30 líderes comunitários do Reino de Cassanje, da Corte Real Quinguri Kia-Konde (Kulaxingo), romperam o silêncio e decidiram falar directamente ao mais alto magistrado da Nação. Num abaixo-assinado dirigido ao Presidente da República, as autoridades tradicionais e comunitárias manifestam o seu profundo descontentamento face à situação que vivem há vários meses nas suas terras ancestrais.
O processo de escolha da futura secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA) deixou de ser apenas um episódio interno de rotina partidária. Transformou-se num retrato cru da democracia selectiva que impera no MPLA sob a liderança de João Lourenço.
Quando uma qualquer ditadura tenta apresentar-se pretensiosamente como um projeto institucional civilizado e viável, com capa constitucional de estado de direito democrático, a sua aplicabilidade não prospera.