Num pronunciamento transmitido pela televisão estatal, Díaz-Canel afirmou que as conversações ocorrem num contexto de forte pressão internacional e de dificuldades internas que têm agravado a situação económica da ilha.
O líder cubano indicou que participou directamente no processo de diálogo ao lado do antigo presidente Raúl Castro e de outros dirigentes do Partido Comunista de Cuba, sem revelar, no entanto, quem integra a delegação norte-americana.
Até ao momento, o governo de Donald Trump não comentou oficialmente as declarações, embora o próprio presidente norte-americano tenha afirmado recentemente que existem contactos de alto nível com representantes cubanos.
Nos últimos meses, Havana vinha negando a realização de encontros formais, apesar de relatos divulgados pela imprensa sobre conversas informais envolvendo Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro.
Libertação de prisioneiros após contactos com o Vaticano
Paralelamente, o governo cubano anunciou a libertação antecipada de 51 reclusos nos próximos dias, numa decisão descrita como gesto de boa vontade nas relações com o Vaticano, tradicional mediador nas relações entre Havana e Washington.
Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, as autoridades indicaram que os detidos beneficiados já cumpriram uma parte significativa das penas e mantiveram bom comportamento durante o período de reclusão.
O anúncio surge num contexto de renovadas tensões entre Cuba e os Estados Unidos, agravadas pelo embargo petrolífero imposto por Washington à ilha caribenha.

