Rui Miguêns discursou na abertura do VI Fórum Indústria organizado pelo semanário Expansão, vincando que, no ano passado, depois de um crescimento moderado no primeiro trimestre, verificou-se uma expansão mais expressiva no segundo trimestre e uma aceleração ainda mais forte no terceiro e quarto trimestres, com o setor a registar um aumento de 13,82% e 16,46%, respetivamente.
"Esta evolução confirma que a indústria transformadora está a consolidar-se como um dos motores do crescimento da economia não petrolifera", disse o ministro.
O governante angolano realçou que, em dezembro de 2025, o indice global de produção industrial registou uma variação mensal de 5,25%, sendo a indústria transformadora o segmento com maior crescimento, com uma expansão de 10,91%.
Segundo o ministro, mais expressiva foi a evolução homóloga do setor, que atingiu cerca de 96,57%, demonstrando a forte recuperação da atividade produtiva e o aumento da capacidade industrial do país.
"Os dados do índice de Produção Industrial referentes a janeiro de 2026 indicam um crescimento de 11,9% da indústria transformadora e uma variação homóloga de 111,24%", sublinhou o ministro.
O titular da pasta da Indústria e Comércio de Angola frisou que os subsetores que têm desempenhado um papel particularmente relevante são as indústrias alimentares, das bebidas e do tabaco, "que representam o principal segmento da indústria transformadora nacional".
"Os dados mostram que este subsetor registou uma expansão homóloga superior a 132%, com as indústrias alimentares isoladamente a crescerem mais de 135%, evidenciando um dinamismo muito significativo na transformação de produtos agrícolas e no abastecimento do mercado interno", observou.
Além da agroindústria, o ministro destacou a evolução positiva das indústrias metalúrgicas, que registaram um crescimento homólogo superior a 30%, evidenciando o desenvolvimento de atividades ligadas à transformação de metais e à produção de materiais industriais.
"Também os segmentos ligados à produção de produtos químicos, materiais industriais e bens intermédios têm demonstrado uma evolução positiva, contribuindo para o fortalecimento das cadeias de valor industriais e para o aumento da capacidade produtiva do país", referiu.
De acordo com Rui Miguens, o crescimento industrial verificou também uma evolução positiva do financiamento ao setor produtivo, salientando que, em dezembro de 2025, o saldo do crédito à indústria transformadora atingiu quase 796 mil milhões de kwanzas (735,5 milhões de euros), correspondente a 10,7% do crédito total concedido à economia e cerca de 40% do crédito destinado ao setor real da economia.

