Sexta, 12 de Junho de 2026
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Sexta, 12 Junho 2026 18:33

Confrontos em Kinshasa contra proposta que poderá abrir caminho para um terceiro mandato de Tshisekedi

Confrontos violentos eclodiram hoje em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, durante uma manifestação contra uma proposta de alteração constitucional que, segundo os opositores, pode abrir caminho para que o Presidente concorra a um terceiro mandato.

Félix Tshisekedi, de 62 anos, é chefe de Estado da República Democrática do Congo (RDCongo) desde 2019 e deverá concluir o seu segundo mandato de cinco anos em 2028.

O Presidente afirmou que estaria disposto a candidatar-se a um terceiro mandato se isso fosse aprovado pelos eleitores num referendo.

A Constituição congolesa proíbe qualquer revisão dos limites dos mandatos presidenciais.

No entanto, um projeto de lei em análise na Assembleia Nacional, a câmara baixa do parlamento, permitiria, potencialmente após a realização de um referendo, ao Presidente alterar essas disposições em caso de uma "disfunção grave" que paralise as instituições do Estado.

A RDCongo, nação vizinha de Angola, é assolada por múltiplas crises, incluindo a atual epidemia de Ébola e os conflito, que existem há décadas, na parte oriental do país.

Os principais partidos da oposição do país, que estiveram divididos nos últimos anos, uniram forças em maio sob a bandeira da C64, ou Coligação Artigo 64, para se oporem àquilo que descrevem como uma tentativa do chefe de Estado se manter no poder.

A manifestação de hoje, organizada pela coligação C64, resultou em confrontos entre as fações pró e contra o Governo no exterior do parlamento, tendo os manifestantes sido dispersados pela polícia através do uso de gás lacrimogéneo.

Várias pessoas ficaram feridas, nomeadamente Martin Fayulu, o segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais de 2018 e uma das figuras mais proeminentes da oposição no país.

A coligação C64 classifica as alterações constitucionais propostas como uma "ameaça grave" à estabilidade do país.

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