Domingo, 26 de Julho de 2026
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Domingo, 26 Julho 2026 17:17

Funcionário da morgue do Hospital Municipal de Cacuaco detido por alegado abuso sexual de cadáver

Suspeito, de 54 anos, confessou às autoridades que estava embriagado e afirmou tratar-se da primeira vez que praticava um acto do género. Polícia diz que o crime foi denunciado pelo pai da vítima.

Um funcionário da morgue do Hospital Municipal de Cacuaco (HMC), em Luanda, foi detido em flagrante na madrugada deste domingo por alegadamente ter praticado um acto sexual com o cadáver de uma mulher de 26 anos, confirmou a Polícia Nacional.

O suspeito, identificado como Francisco Pedro Sangombe, de 54 anos, pai de três filhos e funcionário da morgue há cerca de 12 anos, foi detido no interior da unidade hospitalar, onde desempenhava funções.

Segundo informações prestadas pelo próprio às autoridades, o homem alegou que se encontrava sob efeito de álcool no momento da ocorrência, afirmando tratar-se da primeira vez que praticava um acto daquela natureza.

A vítima foi identificada como Ana Bela Soares, de 26 anos. A jovem residia nos Estados Unidos da América, encontrando-se temporariamente em Angola quando perdeu a vida na sequência de um acidente de viação que provocou igualmente a morte de outras três pessoas.

O corpo permanecia na morgue do Hospital Municipal de Cacuaco quando ocorreu o alegado crime.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional em Luanda, superintendente-chefe Nestor Goubel, confirmou os factos à imprensa e explicou que o caso foi denunciado pelo pai da vítima aos efectivos da Polícia Nacional que se encontravam de serviço no hospital.

De acordo com o responsável, o crime ocorreu por volta da 01h30, nas instalações da morgue do Hospital Municipal de Cacuaco, localizado no bairro Ecocampo, Nova Urbanização.

Nestor Goubel esclareceu ainda que, devido à lotação das gavetas frigoríficas da morgue, o corpo da jovem encontrava-se colocado no chão, circunstância em que, segundo a investigação preliminar, o suspeito terá cometido o alegado acto.

A Polícia Nacional classificou o caso como um crime de atentado contra a integridade de restos mortais.

Face à gravidade dos factos, Francisco Pedro Sangombe foi imediatamente detido e será presente ao Ministério Público para os competentes trâmites legais.

Em comunicado, a Polícia Nacional manifestou o seu repúdio pelo sucedido, reafirmando o compromisso de continuar a zelar pela dignidade dos cidadãos, mesmo após a morte.

O caso continua sob investigação das autoridades competentes.

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