Os combates concentram-se, segundo essas fontes, em zonas próximas da localidade mineira de Rubaya, que produz entre 15% e 30% do coltan mundial, um minério estratégico para a indústria eletrónica.
A RDCongo, nação vizinha de Angola, deterá pelo menos 60% das reservas mundiais desse minério.
Rubaya passou em abril de 2024 para o controlo do M23, que retira receitas significativas através de uma taxa aplicada à produção e ao comércio de minérios, segundo especialistas da ONU.
Também hoje, milicias locais, apoiadas por militares congoleses, lançaram ofensivas simultâneas em vários pontos da linha da frente na província oriental de Kivu do Norte, em particular no território de Masisi, segundo fontes locais e de segurança.
Já na região de Kivu do Sul, também foram registados combates nos planaltos, onde o exército congolês enfrenta uma coligação de milícias aliadas ao M23 com o apoio de cerca de 5.000 soldados burundianos, segundo fontes locais e militares.
O leste da RDCongo é devastado há 30 anos por conflitos e enfrenta uma nova vaga de violência desde o ressurgimento do grupo armado antigovernamental M23 em 2021, com o alegado apoio do Ruanda e do seu exército.
0 M23 apoderou-se de vastas áreas no leste do país e lançou, em dezembro, uma ofensiva contra a cidade estratégica de Uvira, situada na província oriental de Kivu do Sul, suscitando a irritação dos Estados Unidos da América, mediador de um frágil acordo de paz entre a RDCongo e o Ruanda.
Angola, outro mediador do conflito no leste, propôs a Kinshasa e ao M23 o respeito por um cessar-fogo a partir de 18 de fevereiro, sem que isso tenha posto termo aos combates.

