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Domingo, 11 Junho 2023 15:48

A verdade não é monopólio do MPLA

A verdade política, não se coaduna com a panfletagem discursiva hermetizada. A política após as eleições de 24/08/2022, trouxe grandes novidades, que ajudaram claramente a entender que a força do povo acrescida pela civilidade política, ajudou a desmoronar o irreverente opressor.

As zungueiras e os aguerridos jovens activistas e as forças conservadoras extras igrejas evangélicas bajuladoras em luta pelas liberdades, mostraram que afinal, o abusivo poder corrupto tem mesmo os dias contados. 

Agora, tentar confundir realidades objectivas com verdades profícuas é o mesmo que impor putativas verdade questionáveis, e mistura-las a diabólicas insensatezes inquisitivas do poder popular adjetivando-as como se de verdades inquestionáveis se tratassem. Isso significaria aceitar hermenêuticamente, que um texto sem contexto não seria o pretexto de heresia!

Isso seria o mesmo que concordar, que uma qualquer inteligência embasada não representaria um agente viciado que de todo seria nocivo a verticalidade do politicamente correto! Assim sendo, seria aceitar que verdades advindas de repetidas mentiras se transformariam em verdades convictas e inquestionáveis.

Debalde, não se pode de maneira alguma condicionar a verdade, menos ainda recriar insipientes mentiras, para depois transforma-las em verdades absolutas e vice-versa.

A mentira e o engodo da enganação, têm sido de facto ao longo da existência do MPLA a sua marca registada. Também é verdade, que o MPLA ainda não entendeu o quadro do actual momento, que Angola e os angolanos vivem é outro, e é igualmente um tempo de esperanças renovadas que nos leva a sonhar com o diferente e com a presteza do inovador. 

O tempo das envelhecidas práticas repetitivas do idoso e desqualificado (DIP) departamento de informação e propaganda do MPLA já não colhe!

Financiar miúdos reconhecidamente criminosos, alguns retirados da cadeia de Viana, jovens perdidos sem eira nem beira, sem qualquer ocupação ou formação estudantil, desempregados e sem nenhuma fundamentação política, são expostos a sua sorte, enviados pelos serviços secretos para injustificadamente reclamar pela saída de Adalberto Costa Júnior da presidência da UNITA. 

Afinal, o presidente da UNITA foi ou não eleito legalmente em congresso pela militância da UNITA?

O MPLA está de todo perdido no espaço e no tempo, o MPLA vive o seu pior momento, está em total infortúnio e de costas viradas com o pouco eleitorado inteligente que ainda lhe resta. O revés é total, o MPLA esta enraivecido, virou anão, ninguém mais temo a sua arrogância e prepotência dos seus dirigentes.

Toda anterior credibilidade de que gozou no tempo de partido único se esvaiu. Após as últimas eleições, a credibilidade e aceitação do MPLA quase atinge o zero. Hoje, o MPLA é a vergonha da vergonha alheia, sobretudo da sua militância séria e honesta não mais se revê na direção do MPLA de João Lourenço. 

Essa militância que ainda resta, tem reclamado anos a fio, suplicando que o partido deixe de se sentir como único proprietário do estado angolano.

O MPLA terá dia menos dia de se resignar sua introspectiva insignificância, aceitar como realidade a sua pequinês. É preciso que o partido-estado entenda definitivamente, que Angola é maior que MPLA, o angolano não se sente como se fosse propriedade do MPLA. Apesar da sociedade ter nascida acorrentada e ter sido educada e alimentada politicamente as expensas ideológicas do MPLA, porém, o angolano decidiu desconectar-se do jugo comunistas opressor, para ser em exclusivo, o dono e senhor do seu destino.

Resta ao regime totalitário deixar, que o soberano povo escolha o caminho que deseja trilhar, e também aceite quem sua excelência o povo quer no poder para administrar a coisa pública nacional.

Espera-se, que o MPLA entenda, que o seu império e a sua atroz caminhada impositiva chegaram ao fim. É tempo da alternância do poder político.

Estamos juntos.

Por Raúl Diniz

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