Sábado, 10 de Abril de 2021
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Quarta, 31 Março 2021 18:35

Almoço da paz regado a ódio e desprezo pela democracia

Fica cada vez mais clara a inabilidade do presidente João Lourenço, governar o país. O PR age como se todos dependêssemos da sua vontade. É importante que o senhor presidente entenda, que existem mais de 30 milhões de angolanos, e nem a terça parte se revê no presidente da república, uma outra parte sequer conhece o presidente da república.

É ilegítimo e mesmo incompatível com o papel de presidente da república, proceder com tanto ódio contra o presidente da UNITA. Os angolanos é que escolheram amar, admirar e fazer de ACJ, o seu candidato favorito. É uma tristeza e falta de cortesia da parte do mandatário maior do país, excluir o líder do maior partido da oposição Adalberto da Costa Júnior, de participar do almoço do dia da paz e/ou dos veteranos de guerra.

Seja como for, o presidente está a abrir um grave precedente, que pode culminar com uma ainda maior rejeição da parte do povo angolano, sobretudo com a juventude do país, que se revê na pessoa de ACJ, e com ele se identificam. Não convidar o timoneiro da UNITA para o programado almoço de paz, significa que o actual presidente da república está a querer refundar o dia da paz da maneira mais repugnante.  Afinal, se o almoço é em comemoração ao dia da paz, seria uma ação diplomática prendada de elegância, o presidente de Angola convidar o seu homologo legalmente eleita presidente da UNITA. Seria uma missão de charme, onde estão os assessores do PR?

Goste o presidente ou não de ACJ, o país também é dele, Angola não é propriedade do MPLA, e muito menos do presidente do MPLA. O protocolo diz, que o respeito ao líder da UNITA, é exíguo ao do presidente do MPLA e da república. Ninguém está acima da vontade de sua excelência o povo, aliás, que se saiba, o soberano não delegou poderes extras a pessoa de João Lourenço, enquanto presidente da república para exercer critérios de politicagem de ódio e de exclusão contra o membro maior do partido UNITA.

Convidar Isaias Samakuva, ex presidente da UNITA, e não convidar ACJ, é o mesmo que declarar uma guerra silenciosa, além de ser uma clara e inegável intromissão nos assuntos internos da UNITA. O papel mais importante do presidente da república, é pacificar e moralizar a sociedade. Já chegam as imerecidas vergonhices que o país goza, causada pelos sistemáticos assassinatos de cidadãos e roubos ao erário público nacional, executados pelos parceiros e camaradas de partido MPLA e demais amigos do presidente da república, com os quais conviveu mais de 45 anos. Amigos esses que os viu roubar, beneficiou do roubo, não os denunciou e mesmo assim, não é gatuno menos ainda corrupto.

Não é importante falar aqui sobre a gatunagem a moda MPLA, mas sim, fazer um informe aos angolanos, que apesar de estar convidado, o mais velho general Chiwale, cofundador da UNITA, não se fara presente no almoço da paz a lá João Lourenço. Espera-se que o senhor Isaias Samakuva, não crie mais problemas indo ao tal almoço e aparecer nas câmaras da Zimbo e das TPAs da vida, as mesmas que vetam o actual chefe politico de apresentar o programa do partido do qual já foi líder, eleito da mesma forma legal, que Adalberto da Costa Júnior foi catapultado ao cargo de presidente da UNITA. Porém, quem conhece Samakuva como eu, pese embora a angustia da militância, independentemente de tudo, a sua cadeira não ficará vazia. Ele se fará presente no referido almoço.

Por Raúl Diniz

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