Domingo, 22 de Fevereiro de 2026
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Sábado, 21 Fevereiro 2026 22:28

Verdade envernizada

A sociedade civil é um dos mais elevados alicerce constitucional do estado, de onde aliás, a família provém. Por isso, a sociedade civil idônea, não pôde de maneira alguma, flertar continuamente com o autoritarismo regimental sob o risco de infernizar a vida de todo cidadão.

O MPLA exerce ilegalmente uma injustificada pressão identitária sobre toda sociedade civil e política, e administrativa o poder como ninguém, por detrás das telas de televisão, rádios e jornais estatizados e não só e sem remorso algum.

A informação angolana provém de um jornalismo tipo gourmet, de facto, o jornalismo angolano além de ser violento e estruturalmente arcaico e impopular, mas também é disfuncional e diametralmente decadente.

Por assim ser, não se pôde permitir que jovens inexperientes, pautem a agenda política nacional.

É preciso entender, que esse jogo de se deixar a juventude apontar ou mostrar a caminha a seguir-se, seria a antecâmara da perda de autoridade da luta pela alternância do poder político.

Esse inusitado dado serve apenas os interesses do poder instalado. Isso é uma constatação preocupante. Não se trata aqui de uma qualquer divagação, nem pôde ser avaliada como erro de uma vírgula mal situada ou colocada. Na verdade, seria um estrondoso desastre para o país, deixar que a alternância do poder político, seja pautada por egos inflamados concentrados em falanges juvenis egocêntricas.

É importante separar os jovens que verdadeiramente de batem contra o partido estado, dos miúdos fanfarrões.

Que desgraçadamente se vendem por alguns tostões para assassinar a luta do povo.

Acredito que os angolanos que juntos implantamos o MPLA em toda extensão do território nacional, certamente nos tornamos responsáveis da criação do regime déspota que oprime os angolanos. Assim sendo, cabe-nos agora liderar o povo em luta pela liberdade, e juntos derrotar o regime autoritário neofascista, e assim passar o testemunho aos jovens.

Para despedaçarem o país e tornaram-no ainda pior do que já esta! Será essa a sorte que desejamos para Angola e para o nosso povo?

Todo angolano já entendeu que o presidente João Lourenço, esta a maquinar maldades contra o camarada Higino Carneiro e também contra engenheiro Antônio Venâncio.

Mas o silêncio em torno desses nossos camaradas é ensurdecedor. Os mais velhos sabem o que têm que fizer, mas mantêm-se silenciosos.

Essa posição tem sido recorrente em situações análogas, acobardam-se, e dão as de vila Diogo, como soi dizer-se.

O processo de libertação de Angola, parece ser uma verdade envernizada, por assim ser, é percetível, que um melhor futuro para a maioria do povo, depende de seus melhores filhos, e esses filhos não são as pessoas que estão agrupados no interior da direção do MPLA, nem da JMPLA e menos ainda no seio da enferma OMA.

O momento que se vive é de triste memória, não se conhecem os reais motivos que estão na base de deixar o país inteligente nas mãos de jovens inexperientes e muito dos quais são autênticos oportunistas e vendilhões do templo.

Ironicamente, o país adulto deixou de ser idôneo, ao deixar o país político a deriva. Assiste-se da parte do MPLA, a um assalto desmedido nos meios de comunicação que pertencem a todo angolano.

Não há lugar nenhum aonde não haja garotos feitos garçons, a administrar a oralidade nos discursos absurdos nas redes sociais, sem qualquer verdade reconhecida.

Luanda tornou-se a praça da divagação discursiva de miúdos atrevidos que se julgam donos da verdade política oposicionista.

Os mais velhos engoliram o discurso malandro do presidente do MPLA, noutra vertente, escutasse o discurso mentiroso de jovens que que se julgam os donos da verdade vanguardistas da Angola do porvir.

 Cobardemente os mais velhos com medo, nada fazem para equilibrar a situação, e denunciar olhos quatro ventos, as mentiras embutidas nos adversos discursos farsantes do percursor aventureiro do caos criado pelo ditador João Lourenço.

É importante divulgar que Angola não é para amadores inexperientes, não há espaço para mais experimentos governativos, o país adulto tem que despertar e ser resgatado o mais urgente possível.

É importante retirar o pais dessa história industriada. Não se pôde permitir que o dano seja muito pior. Não há condições de se permitir que João Lourenço arrase o país inteligente de modo irreversível.

É importante separar os jovens que verdadeiramente debatem contra o partido estado, dos miúdos fanfarrões, que desgraçadamente se vendem por alguns tostões para assassinar a luta do povo.

Que fique claro, existem jovens sérios e humildes, que organizados, lutam pela alternância do poder político.

Porém, a parte da juventude avulsa, inchados de vaidade e soberba, agem a revelia da verdade política, esses jovens não somam, pois são inúteis, não valem nada, são a desgraça do nosso povo, que sofrem na pele a gravidade da miséria e fome imposta.

 O modo como João Lourenço, retirou do cenário público, a então ministra da educação Luiza Grilo, é mais uma das inúmeras demonstrações que a governação do país precisa de passar de mãos.

O MPLA habituou-se a exerce o poder por detrás das telas de televisão, sem remorso algum.

Estamos juntos

Por Raúl Diniz

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