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Sexta, 31 Janeiro 2020 20:54

Comunidade chinesa em Angola limita viagens e promove auto isolamento

O embaixador chinês em Angola, Gong Tao, afirmou hoje que muitos dos cidadãos chineses que vivem no país africano estão voluntariamente suspendendo as suas viagens e promovendo o auto isolamento.

O embaixador chinês em Angola, Gong Tao, afirmou hoje que muitos dos cidadãos chineses que vivem no país africano estão voluntariamente suspendendo as suas viagens e promovendo o auto isolamento como medidas preventivas face ao novo coronavírus.

Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) não ter recomendado restrições de viagens ou de trocas comerciais, muitos cidadãos chineses estão voluntariamente adiando viagens para Angola e fazendo auto isolamento caso tenham regressado recentemente, como forma de minimizar os riscos de infecção, disse o embaixador numa coletiva de imprensa, em Luanda.

Gong Tao, que estima serem menos de 50.000 os cidadãos chineses que atualmente residem no pais, admite que o vírus "é um risco" que é necessário enfrentar e que vai ter influência nas atividades econômicas e no intercâmbio entre Angola e China, mas sublinhou que a prioridade é "ultrapassar este desafio" e garantir a vida e segurança dos cidadãos.

"As relações econômicas e os intercâmbios têm tempo", destacou.

A China é o principal parceiro comercial de Angola, com uma comunidade que se dedica a diversos setores de atividade, concentrada essencialmente em Luanda, onde existem gigantescos empreendimentos comerciais como a Cidade da China.

O diplomata realçou que tem estado em contato com as autoridades angolanas, com as quais tem sido desenvolvido um trabalho conjunto a nível da assistência sanitária, bem como a partilha de informações sobre o vírus com o Ministério das Relações Exteriores e com o ministério da Saúde.

Gong Tao afirmou ainda que a embaixada está "muito atenta às condições de saúde da comunidade chinesa" e elogiou a "solidariedade e amizade" que tem sido demonstrada pelas entidades angolanas. "Consideramos a boa saúde do povo angolano tão importante como a do povo chinês", destacou.

O embaixador adiantou que os seus compatriotas que residem em Angola "estão sãos" e que o único caso suspeito, um cidadão atualmente internado em Luanda, apresenta um quadro sintomatológico semelhante ao de uma gripe normal e tem evoluído favoravelmente, enquanto aguarda os resultados das análises que foram encaminhadas para a África do Sul.

"Estamos unidos para enfrentar e vencer esta batalha contra o coronavírus", frisou Tao, apelando aos "esforços conjuntos no sentido da prevenção" e adiantando que a China tem mantido um contato estreito com a OMS.

O Governo angolano descartou hoje a possibilidade de cancelar as viagens de e para a China considerando, através do inspetor-geral da Saúde angolano, Miguel Oliveira, que "não há razões para se suspenderem os voos ou viagens de e para a China".

Falando hoje sobre as medidas de prevenção do novo coronavírus, cujo epicentro é a cidade chinesa de Wuhan, o responsável deu nota que Angola efetuou o rastreio, nas últimas 24 horas, de cerca de 2.500 passageiros e "não registrou casos positivos".

"Estamos fazendo o rastreio no principal ponto de entrada, que é o Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, e nas últimas 24 horas não identificamos nenhum que tenha sintomas da doença, mas equipes continuam no terreno para continuar a monitorar a situação", afirmou.

A China elevou para 213 mortos e quase 10 mil infectados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detectado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 50 casos de infecção confirmados em 20 outros países - Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Vietnã, Nepal, Malásia, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Austrália, Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Camboja, Filipinas e Índia.

A OMS declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, por causa do surto do novo coronavírus na China.

Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

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