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Quinta, 09 Fevereiro 2023 13:59

Activistas não veem melhorias na democracia angolana que continua no grupo de "regimes autoritários"

Angola subiu 13 lugares no Índice de Democracia 2022, publicado pela The Economist Intelligence Unit, uma empresa de pesquisas e análises do Economist Group, mas continua a integrar o grupo de "regimes autoritários".

Em Luanda, activistas dos direitos, no entanto, discordam da avaliação porque dizem não haver avanços democráticos.

Angola saiu da 122a. para a 109a. posição, no índice que agrupa os países em democracia plena, democracia imperfeita, regime híbrido, ou regime autoritário, consoante a pontuação registada de acordo com uma série de indicadores, numa escala de 0 a 10.

O presidente da Associação Justiça Paz e Democracia (AJPD), Serra Bango,diz que "na prática não corresponde à verdade".

A mesma opinião tem João Malavindele, coordenador da OMUNGA, quem entende estar-se "muito distante para a democratização do país".

A VOA contactou Rui Falcão, secretário para Informação do MPLA, mas sem sucesso.

Apesar de ter obtido no ano passado a pontuação mais alta de sempre, com 3,96 pontos, Angola mantém o estatuto de regime autoritário e encontra-se no 22o. lugar na África Subsaariana, que integra 44 países.

Os cinco factores analisados pelo The Economist Intelligence Unit são o processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do Governo, participação política, cultura política e liberdades civis.

Angola está entre os 14 Estados desta região que registaram um avanço da sua classificação (+0,59) e também integra o conjunto dos cinco que mais melhoraram, a par do Níger (+0,51), Senegal (+0,19), Togo (+0,19) e Malawi (+0,17).

A nação mais autoritária é o Afeganistão, que também já ocupava esta posição desde o retorno dos talibãs ao poder, aniquilando muitas das liberdades civis da população local, especialmente das mulheres. VOA

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