Sexta, 07 de Outubro de 2022
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Quarta, 27 Julho 2022 18:44

Polícia angolana colocou em liberdade 33 militantes da FNLA detidos sábado

Os 33 militantes da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), partido histórico angolano, detidos no sábado, foram colocados hoje em liberdade, disse à Lusa fonte da formação política.

Segundo Joveth Sousa, membro do Comité Central da FNLA, as pessoas foram libertadas “e gozam de boa saúde”.

“Foram soltos hoje de manhã e os últimos que restavam saíram às 11:00”, disse Joveth Sousa, referindo que os militantes do partido foram acusados de fazerem parte “do grupo de arruaceiros, dos motoqueiros descontentes, e que promoveram essa arruaça, o que não condiz com a verdade”.

“É uma informação toda falsificada, forjada, não condiz com a verdade, razão pela qual vamos exigir nos próximos dias que as autoridades policiais se pronunciem acerca desse comportamento de que foram alvo os nossos jovens e candidatos a deputados”, afirmou.

Joveth Sousa garantiu que a direção do partido vai pedir responsabilização à “direção da polícia ou a quem de direito” para que clarifiquem a situação.

“O porquê da detenção dos jovens arbitrariamente e a invenção dessa acusação que não condiz com a verdade”, reafirmou.

O membro do Comité Central da FNLA realçou que os detidos foram ouvidos por procuradores, que passaram os mandados de soltura.

“Foram considerados inocentes, não tinham nada a ver com isto, mas a injustiça foi feita. Nós queremos agora um esclarecimento, a responsabilização, porque ficamos mal na fotografia, acusados de arruaça, que está origem desse desmando que houve, isso não faz parte da FNLA e nem do nosso comportamento”, disse.

No sábado, a cidade de Luanda registou vários momentos de agitação, em que milhares de motoqueiros, que circulavam naquela manhã por algumas zonas da capital angolana, com propaganda eleitoral do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, reclamavam o pagamento de 10.000 kwanzas (21,3 euros) que supostamente lhes tinha sido prometido.

O MPLA escolheu a província de Luanda para a abertura oficial da campanha eleitoral, com a realização, na manhã de sábado, de um ato de massa no distrito de Camama, município de Talatona.

Em vários vídeos postos a circular nas redes sociais foram vistos grupos de motoqueiros a queimar material de propaganda eleitoral do MPLA, nas zonas da Ilha de Luanda, na rua adjacente à entrada da Cidade Alta, Cidadela Desportiva, e de pelo menos uma viatura incendiada, tendo naquela tarde sido também ouvidos vários disparos de armas de fogo.

A Lusa tem contactado a polícia para mais esclarecimentos, mas sem sucesso.

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