Sábado, 24 de Fevereiro de 2024
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Apesar das sucessivas derrotas eleitorais, a UNITA nunca parou para assumir os seus próprios erros, preferindo sempre responsabilizar o MPLA por alegada fraude, uso de tecnologia ou até o registo de estrangeiros como eleitores.

Todos que acompanharam o processo eleitoral brasileiro de domingo, 30 de outubro de 2022, devem ter retirado com certeza, as devidas ilações comparativas em relação ao processo eleitoral angolano. Já se percebeu, que as motivações encontradas em cada um dos processos eleitorais, obedeceram a critérios completamente diferenciados um do outro.

Pela primeira vez na história política de Angola, a UNITA protagonizou algo inédito, contratacando o regime que se encontra percentualmente débil. Ė um feito que jamais se  esquecerá por décadas. Angola, não será a mesma depois da formalização desse processo  à Assembleia Nacional.

O governo do MPLA terá que enveredar por outros caminhos que gerem fundos para uma mudança equilibrada de rumo, que sinalize investimentos efetivos e novas fontes para a chamada diversificação da economia.

Fugir do medo não ameniza a intranquilidade, nem fortalece o status quo do actual regime, menos ainda fará com que o problema desapareça. Não adianta tentar desviar as atenções do povo que desejam responsabilizar o javali e não o porco. Deixem o porco no chiqueiro o porco. 

O MPLA começa a entender a enorme reprovação quase geral, do modo como o presidente João Lourenço governa o país. Desde que subiu ao poder, o presidente João Lourenço, utiliza levianamente o poder cometer todo o tipo de atrocidades sem nunca ter sido responsabilizado pelo bureau político do seu partido.

Em 2017, decidimos dar um voto de confiança ao Executivo, liderado por sua Excelência Presidente João Lourenço. Esperamos pacientemente pela implementação de boas políticas, para que de facto, o país começasse a marcar passos decisivos rumo à diversificação da nossa economia. Hoje, volvidos seis anos, não se nota absolutamente nada, em prol deste grande desiderato.

A reação do MPLA, face o pedido de abertura do processo de impedimento do presidente da república de Angola, já era esperado. Não foi surpresa para ninguém. Só que o MPLA pecou pela falta de transparência, visão e realismo.

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