Sábado, 22 de Agosto de 2026
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Ao fim-de-semana, saio para dançar. É uma terapia que adoptei para exercitar o corpo, manter a resistência física e libertar a mente. Curiosamente, há jovens que não aguentam o meu ritmo, e isso gera comentários. Ficam muito mais ofegantes do que eu quando dançam três ou quatro músicas seguidas. Ter menos idade, neste caso, não é uma variável directamente proporcional à competência.

Segunda, 15 Dezembro 2025 23:47

A ilusão das varinhas mágicas.

Fala-se muito em fortalecer os pequenos produtores, em baixar o preço da cesta básica, em alcançar a tão proclamada segurança alimentar. Discursos não faltam. Planos também. O que falta, mais uma vez, é o essencial: infraestruturas sólidas de escoamento da produção.

Agora todos podem entender porque, apesar ser tão conhecido e, de certo modo, apreciado por muitos, não me atrevo a candidatar-me a PR, por um partido que não seja “abençoado” pelo camarada Presidente.

Para falar do presente e do futuro de Angola, é necessário olhar para trás. Reconhecer os esforços já feitos, mas também refletir sobre o que não foi realizado. Só assim podemos projectar um caminho sólido rumo ao desenvolvimento económico e social.

Angola já começou a arrumar o vestido. Ainda faltam uns bons meses para 2027, mas os espelhos políticos estão todos ocupados. Há quem ensaie sorrisos, quem treine discursos diante do espelho e quem jure, com a mão no peito, que sempre amou esta dama chamada Angola — mesmo quando, durante anos, fingiu não a conhecer.

Há momentos na história de um país em que já não basta sussurrar, dialogar com prudência ou usar metáforas para evitar desconfortos. Há momentos em que é preciso dizer claramente: a sociedade angolana está presa num ciclo de autossabotagem moral, política, cultural e económica, e fingir que está tudo bem é participar da própria decadência.

Com as declarações do Presidente João Lourenço, em plena celebração dos 69 anos do "glorioso" partido, como líder do MPLA no poder e Chefe de Estado, ninguém mais pode ter dúvidas que se decidiu, definitivamente, para a pessoalização do poder, em Angola, com todos os prejuízos já muito visíveis, paradoxalmente, logo a seguir à paz: a centralização excessiva do poder e o consequente desastre na distribuição dos recursos do país.

Quem tem olhos, que veja então. Quem tem ouvidos, que ouça com clareza os perturbadores distúrbios do judiciário manipulado.

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