Quinta, 09 de Dezembro de 2021
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Sábado, 20 Novembro 2021 16:37

MPLA: A técnica do vale tudo

O regime não mede esforço, quando se trata em manter-se no poder a todo custo. Não consegue esconder muito menos fingir quando se trata em violar a constituição e a lei ambas aprovadas pelo sistema que dirige o país há quarenta e seis anos.

Os mesmos falam em democracia, quando a prática demontra um sistema contrário; os mesmos falam em bem comum, quando a prática mostra desigualdades sociais terríveis, quando os meios de comunicação social são parciais (dão mais ouvidos aos Galhardos, Kawiki e o maçã, quando assuntos sérios tratados pela oposição nem sequer tem espaço nesses órgãos que se comprometeram a fazer diferente, depois da reunião que tiveram com a UNITA), assim acontece com todos os ministérios públicos. Eles não ouvem ninguém, pisoteiam tudo e todos que surgir em frente do caminho.

Para o MPLA, a técnica do vale tudo é evidente. Estão dispostos a enterrar Angola e os angolanos por causa dos interesses que defendem, baseados no enriquecimento ilicito e poder. Depois vêm com truques de falar em alta e bom tom, em nome do povo angolano! Qual povo falais se esse o maltratais dia e noite faz quarenta e seis anos?

Para o MPLA o vale tudo é uma realidade mais que claro se recordarmos os seguintes pontos:

a - ) A impugnação de Adalberto Costa Júnior pelo comité de especialidade do Tribunal Constitucional, usando o acórdão 700/2021

b -) A seletividade dos que podem ser julgados

c -) A parcialidade do comité de especialidade do tribunal supremo e o seu conselho superior da magistratura judicial que só faz politica a favor do militante por excelência da UNITA como se de “Deus se tratasse”.

d - ) O refém do acórdão 319/2013 sobre o poder de fiscalização por parte da Assembleia Nacional

e -) O sequestro do poder legislativo e judicial

f -) O Sequestro da CNE e a imposição do senhor Manico

g -) O Sequestro dos comités de especialidades da TPA, ZIMBO, PALANCA, RNA, RÁDIO MAIS, MFM ( o que se cogita ),ANGOP, JORNAL DE ANGOLA

h -) O erário público usado como se Dele fosse

i -) E outros males

Aquando da discussão na especialidade sobre a lei eleitoral e depois aprovada pela maioria qualificada dos deputados do MPLA, a sociedade civil, as igrejas, acadêmicos reagiram de forma inérgica porque a aprovação daquele lei atentava contra a soberania nacional; por essa razão, JLO incomodado com tamanhas reações , não promulgou a lei, remandou para a Assembleia para sua apreciação com base na verdade democrática e respeito ao princípio da igualdade. Mas já se esperava que a montanha parturia um rato porque Ele é o presidente do MPLA e tem poderes de ordenar e fazer cumprir. Quarta feira, ficou provado o que a oposição previa, assim como a sociedade civil. O MPLA e seu presidente legalizaram pela segunda vez a fraude eleitoral. Onde já se viu em democracia a contagem dos votos se faz apenas a partir de Luanda e não das comunas, municípios e nem nas  provincias senão Luanda?

Vale tudo para o MPLA em tudo fazer no sentido de obstacularizar o XIII Congresso da UNITA e seu presidente reeleito dentro de aproximadamente 22 dias. Esse vale tudo será contínuo até as eleições de 2022 se as convocar. Os Galhardos, Kawiki, Tavares seguramente implementarão mais um cenários nos próximos dias!

É necessário inteligência, união, coesão, firmeza, vigilância e sobretudo diálogo com todos os verdadeiros filhos de Angola e um diálogo profundo com a União Africana, a União Europeia, o USA e o Canada. É preciso informar o andamento do processo eleitoral , os truques que o sistema usa para atrasar o mesmo para que no dia das eleições tudo ficar de patas para o ar, onde uns terão de ir votar na Huila, outros em Cabinda, outros no Cunene, outros em Benguela. É necessário encontrar razão, inteligência para contornar essas e outras falcatruas do regime. Só assim, o vale tudo, deixará de ter peso e valor. O diálogo é o meio segundo o qual se detetam os erros e se descobre a verdade, dizia Sócrates; é fundamental esgrimi-lo até a extrema ratio. Depois, se atinge o limite. A Sociedade civil está convosco senhores da oposição.

A FPU é o órgão máximo de deliberação para um tomada séria de decisões nos próximos dias, caso o vale tudo se sobreponha a vontade e aos estatutos internos dos partidos da oposição, usando mais uma vez o comité de especialidade o tribunal constitucional para impugnar novamente o congresso de 2-4 de dezembro para os atrasar e extinguir a UNITA, assim como fez com a FNLA e outros partidos. É hora de usar a razão acima da média, é hora de tomar posições mais racionais, refletidas e profundas contra as manobras do regime, é hora de comunicar de forma frequente com a sociedade civil, é hora de pôr o regime no seu devido lugar, é hora de dar um basta a essaa gente que pensa ser imortal, é hora de encontrar mecanismos mais viáveis, concretos e esperançosos; hoje, o povo é a FPU, o povo é a oposição. Saibam tirar vantagens desse elemento sempre na hora certa. Percebe que a extra ratio está a chegar ao fim e dali em diante não poderá haver desculpas nem para os opressores e muito menos àqueles que engoliram sapos faz 16 anos!

Se a preseguição continuar, depois da reeleição de Adalberto Costa Júnior, será fundamental a FPU deliberar posições concertadas, determinantes e que preocupem o regime a jogar limpo de outra forma, “os cães ladram e a caravana passa.”

Por Talagongo Okola

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