O ativista Osvaldo Caholo foi hoje condenado, em Luanda, a dois anos e seis meses de prisão pelo crime de instigação pública ao crime, pena considerada “excessiva” pela defesa, que aponta contradições e fala em “prisão política”.
Organizações de defesa dos direitos humanos manifestaram preocupação com a detenção de três ativistas angolanos presos há mais de oito meses, exortando as autoridades a garantir o devido processo legal e condições de detenção humanas.
A Amnistia Internacional pediu hoje a libertação do líder da União Nacional para a Revolução Total de Angola (UNTRA), que está detido há 250 dias, acusando as autoridades de não apresentarem provas credíveis e de obstruírem o processo.
A rede de ativistas do leste de Angola considerou que a região continua a ser tratada como um “reservatório” de recursos naturais e de votos eleitorais e lamentou a “miséria absoluta e a discriminação deliberada do povo”.
Relatores especiais das Nações Unidas solicitaram esclarecimentos urgentes ao Governo angolano sobre a alegada perseguição e assédio contra o defensor dos direitos humanos Pedro Domingos André, conhecido como Paka, envolvendo agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC).