Sexta, 25 de Setembro de 2020
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Terça, 21 Janeiro 2020 23:05

João Lourenço: sacrifica Isabel dos Santos e coloca às costas perigosíssimos mafiosos e corruptos

João Lourenço chegou ao poder sob autoridade de Eduardo dos Santos, no entanto, para eclipsar todo o favor que Eduardo dos Santos lhe terá decidido no âmbito da sua elevação aos pináculos do poder.

Tudo faz para que a imagem de Eduardo dos Santos se transforme numa vã imagem, ou seja faz com que os feitos de Eduardo dos Santos sejam completamente apagados no mapa político, transformando Eduardo dos Santos num anti – herói, num não humanista e num apátrida.

Outrossim, Isabel dos Santos, a empresária genial, a mais estratega entre todos os empresários nascidos de África, foi transformada num verdadeiro sacrifício vivo, colocado em holocaustos nos preces maometanos de deuses políticos para salvar a imagem política do MPLA que está presa no abismo infindável, no panorama internacional, talvez, como o sacrifício de Abraão para a prova de fé em Deus.

Mas, não seria o clã dos Santos a ser sacrificado como Isaac filho de Abraão, seria, o MPLA, pois foi o MPLA quem há mais de 40 anos governa angola. Isabel dos Santos, para além de PCA da Sonangol não exerceu mais nenhuma missão no Estado angolano. Vê - se aqui, um Estado amoral e disposto a sacrificar a imagem de Isabel dos Santos para salvar a sua pele.

Na verdade, Lourenço, está a processar uma perseguição política contra os dos Santos, visando sacrificar o clã dos Santos, e ludibriar o olhar internacional com o compromisso de um combate à corrupção de fachada. Tendo como meta, aumentar a aceitação social do MPLA no meio angolano e internacional. No fundo, a falsa luta contra corrupção, tem como prova a personalidade de Isabel dos Santos, enquanto isso, os corruptos de pior estirpe estão à solta, todos eles imergidos no âmago do MPLA. Manuel Vicente tem mais de 60 biliões de dólares, é o homem que se tornou herói por ter desafiado a justiça portuguesa, porém, a lei angolana não tem força para impor – se contra um titã da dimensão de Vicente.

João Lourenço entra na história por ser o primeiro cidadão congolês radicado em Angola à chegar ao grau de Presidente da República. Porém, a forma como Lourenço preferiu tratar a imagem de JES, de patriota à apátrida, é a pior vergonha da história para o MPLA.

Em variadas alturas acusou JES de ser santomense, porém, esqueceu – se que, ele é estrangeiro, nato da RDC antigo Congo Kinshassa, e, radicado em Angola, seria como diz – se na gíria, “O roto a rir – se do rasgado.” José Eduardo dos Santos é um patriota incomum. Há fenómenos, realidades, personalidades que não podem ser julgadas pela bitola comum. José Eduardo dos Santos tem um canto reservado para si na história angolana.

A perseguição ao clã dos Santos é uma forma política presente nas teorias de Maquiavel, onde as organizações sacrificam até vidas de famílias para manterem - se vivas. Todavia, a perseguição à Isabel dos Santos foi planificada pelo regime como forma de oferta à atmosfera política, e, forma de salvação do regime infectado pelo vírus da corrupção.

A saída de JES do poder marcou o epílogo da trajectória política de um homem que há 38 anos vinha marcando a vida dos angolanos. Representou, também, a partida de um cidadão que deu o seu melhor quando se entregou a sério. Nacionalista, JES respondeu ainda jovem ao apelo da terra, aderindo de corpo e alma à luta de libertação. A sua partida representou, também, o fim de um período cinzento na história de Angola. Se com uma mão fez o melhor que podia, foi até ao limite, manteve este país unido, deu o peito às balas quando a ameaça de desintegração provocada pela UNITA era inegável, com a outra mão ele desfez quase tudo.

Por conseguinte e independentemente das razões político-constitucionais que o levaram sair da Presidência, ele e a sua geração estão ligados por outra razão: cumpriram o seu papel! A nação agradece o quanto deram, JLO tem que aceitar que ele é um Patriota, embora tenha cometido erros, por conseguinte, quem não o faria nas suas vestes, em frente de uma nação há mais de 38 anos? Errar é humano, não há homem algum que não saiba errar, todos os humanos foram feitos nos erros, é errando que se aprende.

Devemos respeitá – lo como um grande herói, humanista, patriota e arquitecto da paz, que muito deu à Pátria quando se entregou à sério.

Dizer que João Lourenço é angolano torna – se numa mentira do tamanho de uma montanha. João Lourenço não encara em seu nome registos de sua origem, nem rastos de sua nascença em Angola. O Lobito inventado como sua terra natal, não passa de uma falsa natureza mal servida, pois que, não existe neste lugar um berne infantário de sua autoria…

Os seus companheiros de infância foram tomados pela ausência, e os anciãos não reconhecem – no como oriundo deste lugar. As provas materiais são claras em apontarem o regime como o responsável capital que manteve sobre segredo um cidadão estrangeiro até deixá – lo dirigir os destinos do País.

A falta de amor ao próximo, com sacrifício da imagem do Patriota, e menosprezo da missão que o trouxe à presidir a República visada na satisfação dos problemas do povo, encontrado na memória de Neto (o mais importante é resolver os problemas do povo), a caça – as – bruxas realizadas com o excessivo tom de ira contra o clã dos Santos, provam como estrangeiros colocados à dirigir Países em África,m transforma a vida do povo numa verdadeira miséria.

As condições sócio – económicas do povo angolano, conheceram os seus piores dias desde que João Lourenço chegou ao poder, o seu programa de melhoria da qualidade de vida do povo angolano, ficou reduzido à um mero programa de caça – as – bruxas aos seus opositores. Hoje, o pranto e o ranger de dentes tomam conta do destino do povo angolano, transformando o povo angolano no povo mais esquecido do planeta terra pelo seu próprio Governo. Só Deus sabe como há de ser o nosso futuro!

Não é a toa que hoje registam – se variadas pessoas com saudades do tempo do Governo de Zé Dú!

BEM – HAJA!

João Hungulo: Pesquisador & Mestre em Filosofia Política.

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