Quinta, 06 de Mai de 2021
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Quinta, 18 Março 2021 00:17

Banco Mundial dá 700 milhões de dólares a Angola e mostra "confiança" nas reformas

O Banco Mundial anunciou hoje que aprovou um apoio ao orçamento de Angola no valor de 700 milhões de dólares para ajudar na recuperação da economia num contexto de crise agravada pela pandemia de covid-19.

"O Conselho de Administração do Banco Mundial aprovou uma Operação de Desenvolvimento de Políticas no valor de 700 milhões de dólares [584 milhões de euros] para continuar a apoiar o governo de Angola na inclusão social e financeira e para fortalecer o ambiente institucional e macro-financeiro do país de forma a que conduza a um crescimento liderado pelo setor privado", lê-se num comunicado enviado esta noite à Lusa.

Desde 2015, diz o Banco Mundial, "Angola tem estado numa crise económica e financeira devido à perda de receita fiscal, especialmente do petróleo, e opções limitadas de financiamento", o que levou a que a margem orçamental para fazer face à pandemia de covid-19 tenha sido "constrangida pelo limitado espaço orçamental".

Para além de afirmar que os 700 milhões de dólares serão "para financiar o apoio à resposta à pandemia e às suas consequências económicas", o comunicado do Banco Mundial sublinha também que "esta operação apoia a agenda de reformas estruturais do Governo, que se tornou ainda mais urgente em resultado da pandemia e vai criar as condições para uma recuperação económica mais forte nos próximos anos".

Esta operação, comentou o diretor do Banco em Angola, Jean-Christophe Carret, "reafirma a confiança do Banco Mundial nas reformas económicas em curso destinadas a fomentar a economia e foca-se, em paralelo, nas reformas crucias macro-financeiras e inclusão para garantir que os mais pobres e os mais vulneráveis são protegidos".

A operação, conclui-se no comunicado, centra-se em dois pilares, sendo o primeiro vocacionado para as questões financeiras, "incluindo um foco no fortalecimento da gestão da dívida e dos recursos naturais com vista à sustentabilidade orçamental", e o segundo centra-se no apoio aos mais desfavorecidos.

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