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Domingo, 12 Setembro 2021 00:42

UNITA diz que apesar de todas manobras é possível fazer alternância e desafia o MPLA a atender os apelos da Lei

O maior partido da oposição angolana, UNITA, assegurou, este sábado, 11 de Setembro, em Luanda, como palavra de esperança que, desde que se melhore os aspectos contidos na Lei Orgânica das Eleições Gerais é possível fazer alternância política, com uma perfeita organização.

Os pronunciamentos foram feitos pelo presidente da UNITA, durante a marcha pacífica sob o lema " Eleições livres, justas e transparentes ", convocada pelo referido partido, cujo acto, com lugar em Luanda, reuniu milhares de cidadãos de todos os estratos sociais, entre militantes, simpatizantes e amigos da UNITA.

De acordo ainda com o presidente da UNITA, há um pressuposto de questões que devem efectivamente ser retiradas desta Lei para que tal ocorra e, isto não está garantido.

Ainda na sua intervenção à imprensa, Adalberto Costa Júnior, saudou o acto de manifestação pacífica, tendo considerado que se tratou de um importantíssimo acto de cidadania, uma actividade que já estava convocada e de domínio antecipado às autoridades, antes de surgir o conhecimento da devolução da Lei à Assembleia Nacional.

"Nós entendemos que devíamos manter o acto, na medida em que não sabemos o é que vai ser obtido de extrapolação da lei, o conjunto de artigos que atentam à pluralidade, a sã igual competitividade, tal como diz a nota da Casa Civil, e portanto agora o desafio está colocado fundamentalmente naquilo que o MPLA vai fazer na Assembleia. Não sabemos o que vai ocorrer ", conforme ACJ.

Adalberto Júnior manifestou profunda satisfação pela presença da juventude, o que considerou um crescimento no sentido de uma maior maturidade da população, um sinal de que vale apenas este trabalho que não é por razões pessoais nem por bens materiais mas é pelo país em se acredita que pode se fazer melhor.

Surpreendido, ainda assim, pela presença massiva de cidadãos na marcha, Adalberto Costa Júnior, disse que agora fica provado que os angolanos querem eleições livres, justas e transparentes.

No entanto, disse ainda que é preciso esperar se aquilo que o presidente da República pretendeu dar, a bancada parlamentar do MPLA vai fazer, na medida em que a chefia é a mesma pessoa.

Quanto ao tempo para a reapreciação da Lei Orgânica das Eleições Gerais, bem como a inclusão de pontos referentes à satisfação dos partidos da oposição, alegadamente reflectidos na vontade do povo, ACJ disse que começa haver indicadores de um atraso de responsabilidade de quem interpreta os poderes públicos.

"Se houver vontade política, há tempo para se fazer tudo bem. Nós não temos nenhuma razão para justificar atrasos. Sabemos que estas eleições têm lugar por razões constitucionais há cinco anos. Há 5 anos que elas estão a ser preparadas e não há nenhum motivo para se alegar falta de tempo ou qualquer que seja", considerou.

Durante ainda o acto, o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, condenou os actos de intolerância contra os órgãos de comunicação social públicos e seus profissionais, tendo realçado que estes não são culpados e que há uma voz maior considerada ordens superiores.

"Quando chegamos, disseram-nos que houve alguns actos de intolerância dirigidos à Imprensa Pública. Estamos a puxar esta questão para dizer que aqueles jornalistas de órgãos públicos que estão aqui, não são os culpados da censura na Televisão Pública. Eles levam as imagens, depois se elas não passam vêm das ordens superiores ", enfatizou ACJ.

Nestes termos, apelou que tais ordens superiores precisam ter o máximo de respeito pelo povo e as leis que aprovam, numa altura em que é anormal para ACJ, que se discuta a lei e se aprova num dia e no outro dia as televisões públicas convidam deputados de um só partido para falar em nome até da oposição.

Angola, observou igualmente, não pode ficar na cauda dos países que fazem democracia no nosso continente, tendo mencionado nomes de países africanos, com recente registo de alternância, cujos factos para ACJ amedrontam MPLA.

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