Quinta, 29 de Outubro de 2020
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Terça, 01 Setembro 2020 14:25

Banco de Poupança e Crédito (BPC) despede 156 colaboradores

O Banco de Poupança e Crédito (BPC) deu por terminado nessa segunda-feira o vinculo laboral que mantinha com 156 colaboradores, a nível do país, dispensados no âmbito do redimensionamento e reestruturação desta instituição financeira.

Estes trabalhadores, dispensados na sequência do encerramento de 53 pontos de atendimento, já começam a ser indeminizados, de acordo com a Lei Geral do Trabalho (LGT), além de outros benefícios, como a atribuição de créditos, formação e perdão da dívida de crédito.

Em declarações nesta terça-feira, à ANGOP, o director do gabinete de Marketing e Comunicação do BPC, José Matoso, afirmou que o processo decorre e na segunda fase serão dispensados outro grupo de 120 colaboradores e o encerramento de 11 pontos de atendimento.

Aos trabalhadores, o BPC, além do que está plasmado na LGT, garante estar a dar um incremento de 25% no valor da indemnização. Para aqueles que terão pedido crédito até 25 milhões de kwanzas, estes serão perdoados (perdão de crédito) e os que tiverem acima deste valor terão a taxa bonificada.

De acordo com José Matoso, o BPC vai conceder crédito no valor de 10 milhões de kwanzas para os ex-colabiradores que apostarem em negócios, após a apresentação de um projecto.

O BPC assume também o pagamento de duas formações profissionais para cada ex- trabalhador. Os ex-colaboradores vão manter, por um período de seis meses, o seguro de saúde, que inclui os seus familiares, segundo, José Matoso." São benefícios muito superiores aos indicados na Lei Geral do Trabalho", defendeu.

O BPC avança, deste modo, com o seu plano de redimensionamento e reestruturação, depois de ver os seus activos deterioram-se nos últimos sete anos, com prejuízos acumulados, até Dezembro último de 404,7 mil milhões de kwanzas.

No âmbito do programa de recapitalização e reestruturação, o BPC vai encerrar várias e dispensar mais de mil e 600 trabalhadores.

O BPC, cujo accionista é o Estado angolano, detinha o maior de número de postos de atendimento a nível do país, com mais de 400 postos. Em Abril deste ano, o banco sofreu um roubo interno de 400 milhões de de kwanzas, uma situação recorrente nesta unidade financeira.

O que defende o Sneba?

O presidente do SNEBA- Sindicato Nacional dos Empregados da Banca de Angola, Filipe Makengo, reconhece a necessidade de se reerguer o maior Banco e emblemático do país.

No seu entender, o plano de Recapitalização e reestruturação do Banco prevê quatro (4) cenários para salvar o BPC, para diminuir os elevados custos operacionais.

Makengo Filipe aponta reformas antecipadas, "outsourcing" , rescisão por mútuo acordo e redução de custos com arrendamento. Filipe Makengo é contra o processo de despedimento e defende que outros mecanismos poderiam ser adoptados para manter os trabalhadores.

" Não é com os despedimentos dos trabalhadores que se vai reerguer o BPC. Não". Disse, apontando a falta de liquidez, a elevada carteira de crédito mal parado, os elevados custos com arrendamento, os custos com as consultorias e os intermináveis custos com a área de tecnologia da informação "DTI" e outros, como estando na base desses mal.

Com a diminuição de custos nestes itens e reformulação do portfólio de produtos e serviços e a recuperação dos devedores do dinheiro emprestado, o Banco, pode voltar a merecer confiança dos clientes e da população, segundo Makengo.

O Banco de Poupança e Crédito (BPC) tem uma força de trabalho estimada em 4800 colaboradores.

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