De acordo com uma nota de imprensa do SIC a que a ANGOP teve acesso esta quinta-feira, o activista foi detido mediante cumprimento de mandato de revista, busca e apreensão emitido pelo Ministério Público, por factos constitutivos de crimes de associação criminosa, coação e devassa da vida privada, consubstanciado em fortes indícios da utilização das suas redes sociais e outras para intimidação.
Constam igualmente das acusações a chantagem e coação de entidades governamentais locais, membros do Ministério do Interior e cidadãos, cuja finalidade é extorquir valores monetários.
No seguimento do trabalho investigativo, foi igualmente detido um oficial subalterno da Polícia Nacional, por envolvimento na partilha de conteúdos sensíveis ao activista social.
Realça que o SIC despoletou uma investigação aturada em torno das várias denúncias, que dão conta deste jogo de aproveitamento utilizando a máscara de activista para extorquir cidadãos diversos, sob ameaça de denúncia e exposição pública.
A nota esclarece que o SIC continuará no encalço dos vários cidadãos citados no decurso da investigação como promotores de intrigas, calúnias, difamação e devassa da vida privada, contra várias entidades locais e cidadãos singulares.
Esclarece que em posse destes foram apreendidos diversos meios e equipamentos usados para o cometimento desses crimes e recibos de transferências bancárias.
Salienta ainda que os cidadãos detidos foram presentes ao Ministério Público para procedimentos legais, enquanto decorrem outras diligências para o esclarecimento total deste crime.
O SIC apela aos cidadãos para o uso correcto das redes sociais, sobretudo a não disseminação de falsas informações que atentam a honra e dignidade das pessoas colectivas e singulares.

