Terça, 17 de Fevereiro de 2026
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Terça, 17 Fevereiro 2026 17:35

É Possível: Uma decisão histórica nas mãos dos angolanos em 2027, defende a UNITA

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defende que Angola atravessa um momento decisivo da sua história política, numa fase que classifica como “contagem regressiva” para uma escolha que ultrapassa o calendário eleitoral e se projeta no futuro das próximas gerações.

Sob o lema “É Possível”, o líder da oposição evocou palavras do Presidente Fundador do partido, Jonas Malheiro Savimbi, recordando a interrogação que, segundo afirmou, mantém plena atualidade: “Quem irá salvar a pátria se não os próprios angolanos?”. Para Adalberto Costa Júnior, esta reflexão não foi apenas um apelo circunstancial, mas o lançamento de uma responsabilidade histórica que continua viva e que hoje se renova perante novos desafios.

Uma decisão que vai além do voto

Angola deverá realizar eleições gerais em agosto de 2027, ainda que a data oficial não tenha sido fixada, em conformidade com o ciclo eleitoral quinquenal. O atual Presidente da República, João Lourenço, já confirmou publicamente que deixará o poder nesse ano, ao concluir o seu segundo mandato, respeitando o limite constitucional. Por sua vez, o MPLA deverá indicar o seu novo candidato no congresso previsto para 2026.

Neste contexto, Adalberto Costa Júnior sublinha que o país vive uma contagem regressiva que não é apenas eleitoral, mas histórica. Em causa, segundo afirma, está a definição do tipo de Angola que os cidadãos desejam deixar aos seus filhos.

O presidente da UNITA contrapõe dois caminhos possíveis: uma Angola onde as instituições funcionem de forma plena, onde o mérito seja valorizado e onde a riqueza nacional se traduza em oportunidades reais para cada família; ou uma Angola que continue a adiar a realização do seu próprio potencial.

“Angola será aquilo que os angolanos decidirem”

Para o líder da oposição, o futuro do país não depende exclusivamente dos partidos políticos, mas da consciência e do envolvimento dos cidadãos. “Angola será aquilo que os angolanos decidirem que ela seja”, sustenta, defendendo que essa decisão começa no interior de cada cidadão, na forma como participa, fiscaliza e exige responsabilidade dos seus governantes.

Adalberto Costa Júnior considera que o momento exige maturidade democrática, compromisso coletivo e uma reflexão profunda sobre o modelo de governação, desenvolvimento económico e justiça social que se pretende consolidar nos próximos anos.

À medida que 2027 se aproxima, o debate político intensifica-se e os principais atores posicionam-se para uma nova etapa da vida nacional. Para a UNITA, mais do que uma disputa partidária, trata-se de uma escolha estruturante sobre o rumo do país — uma escolha que, segundo o seu presidente, pertence, em última instância, aos próprios angolanos..

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