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Quinta, 30 Janeiro 2020 13:15

Amostra de exame do chinês suspeito de contrair coronavirus vai à Africa do Sul

O Ministério da Saúde anunciou há instantes que as amostras dos exames do cidadão chinês suspeito de contrair coronavirus serão enviadas hoje para a África do Sul.

Segundo o inspector-geral da Saúde, o paciente de nacionalidade chinesa, internado desde o dia 26, na Clínica Girassol, em Luanda, com suspeita de coronavírus, apresenta um quadro clínico estável, sem febres durante as últimas 24 horas, deu a conhecer, hoje , em Luanda, o inspector-geral da Saúde.

Em conferência de imprensa, Miguel de Oliveira desmentiu informações postas a circular em várias plataformas de comunicação, incluindo as redes sociais, sobre a alegada morte do cidadão chinês, supostamente infectado com a doença.

Internado desde o passado dia 26, o paciente foi submetido a exames laboratoriais, tendo sido diagnosticado uma gripe comum. Ainda assim, seguindo as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS), as amostras de fluidos do paciente foram enviadas hoje, para um laboratório de referência na África do Sul.

O inspector-geral da Saúde, explicou que os resultados dos exames devem estar prontos dentro de cincos ou seis dias e durante este período, o paciente vai continuar em quarentena na Clínica Girassol.

Instado a justificar o envio das amostras para a África do Sul, Miguel de Oliveira disse que a nível do mundial apenas existem 11 laboratórios de referência, para se fazer o diagnóstico do coronavirus e outras doenças virais e para a região Austral de África, o recomendável é o que está localizado na África do Sul.

"Caso se confirme que o cidadão tem a doença, as medidas de segurança, incluindo o processo de quarentena, vão ser intensificadas até a melhoria total do paciente, mas se o resultado for negativo, ou se tratar apenas de uma gripe comum, o mesmo poderá receber alta", disse o porta-voz do Ministério da Saúde.

Segundo Miguel de Oliveira, o cidadão chinês enquanto esteve na China, não foi para a cidade de Wuhan, o epicentro da doença. O mesmo regressou a Angola no dia 16 e dez dias depois, a 26, começou a apresentar sintomas da gripe comum, iguais ao do coronavírus.

"Colocamos o paciente sob quarentena, para se despistar um eventual contágio por coronavírus, porque segundo a orientação da OMS, todos os casos suspeitos dessa doença devem ser tratados como se fossem positivos", esclareceu o médico.

De acordo com Miguel de Oliveira, o cidadão chinês ao regressar a Angola, saiu do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro directamente para o estaleiro da empresa em que trabalha, localizado na província do Bengo, e apenas manteve contacto com colegas, seus conterrâneos e alguns nacionais.

O Ministério da Saúde está a efectuar diligências para localizar todas as pessoas que tiveram contacto com aquele doente, para serem monitorizadas e caso apresentem algum sinal de alarme, como febre, tosse, corrimento das narinas e dificuldades respiratórias, prontamente serão assistidas.

Miguel de Oliveira, informou que a Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, manteve, ontem, um encontro de trabalho com o embaixador da China em Angola, no sentido de fazer fluir a comunicação entre a comunidade chinesa residente no país e os departamentos ministeriais envolvidos nessa luta.

Até ao momento, além do cidadão que está internado na Clínica Girassol, as autoridades sanitárias do país não registaram mais nenhum outro caso suspeito, garantiu o porta-voz do Ministério da Saúde.

Os casos suspeitos de coronavírus no mundo somam já 9.239, estando confirmado 6.065. Na China há o registo de 5.097 casos, sendo 1.239 em estado grave e 132 mortos.

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