A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral- CASA-CE, o Partido Nacionalista para Justiça em Angola (P-NJANGO) e a APN, que não conseguiram eleger qualquer deputado nas eleições gerais de 24 de Agosto, continuam formações políticas reconhecidas pelo Tribunal constitucional (TC), por terem atingido, respectivamente, 0,75, 0,48 e 0,48% de votos.
Juristas ligados a associações cívicas angolanas advertem para a existência de uma janela legal para eventuais processos de impugnação das eleições em Angola, pela enorme quantidade de vícios e irregularidades do processo, como nomes de mortos nos ficheiros, o não cumprimento da lei orgânica sobre as eleições gerais e a não publicação das listas provisórias de eleitores.
O MPLA disse hoje que "tem maioria absoluta suficiente para governar tranquilamente" com a vantagem que leva nos resultados provisórios das eleições de quarta-feira, atribuindo a sua derrota pela UNITA, em Luanda, à "abstenção da sua base militante".
A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral CASA-CE contestou esta quinta-feira, 25, os resultados provisórios avançados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que atribui à coligação 0,73 por cento de votos.
Três dezenas de elementos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) angolana foram hoje chamados ao maior mercado de Luanda para dispersar multidões, alegadamente instigadas por elementos do maior partido da oposição.
As duas principais forças políticas moçambicanas consideraram hoje que os “partidos de família comunista”, no poder em Moçambique e em Angola, tentam afastar os eleitores das mesas de votação em processos eleitorais para preparar fraudes e manterem-se no Governo.
O analista político Osvaldo Mboco defendeu esta quinta-feira que ainda é "prematuro o MPLA cantar vitória" nas eleições gerais angolanas porque a disputa "está renhida", com o partido no poder a aparecer em vantagem (52,08%) sobre a UNITA (42,98%).