O MPLA defendeu esta quinta-feira que se deve esperar "serenamente" os resultados definitivos das eleições de quarta-feira em Angola e que a litigância se faz nos tribunais, numa reação à contestação da UNITA aos resultados provisórios.
Nos bairros periféricos da capital angolana são muitos os que consultam as atas das eleições gerais de quarta-feira e o descontentamento é evidente perante os resultados afixados em cada assembleia de voto e os números anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral.
A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana anunciou hoje que o MPLA (poder) mantém vantagem, com 52,8% das votações, seguido da UNITA (oposição), com 42,8%, quando estão escrutinados 86,41% dos votos das eleições gerais desta quarta-feira.
A consultora Eurasia considera que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) vai vencer as eleições gerais, mas com menos de 60%, perdendo a maioria qualificada na Assembleia Nacional, favorecendo mais cooperação com a oposição.
Seis delegados da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) foram detidos na quarta-feira à noite na posse de supostas atas falsas, informação que o partido desmente, alegando tratar-se de documentos relacionados com a formação eleitoral.
Vídeos partilhados por movimentos cívicos e ativistas angolanos registam hoje vários incidentes e irregularidade em assembleias de voto, em todo o país.
O porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) divulgou hoje os primeiros resultados provisórios das eleições gerais, que dão vantagem ao MPLA com 60,65%, seguindo-se a UNITA com 33,85%.