As eleições gerais de 24 de Agosto último, disputadas por oito (8) formações partidárias em Angola, deram "duvidosa e contestada" vitória ao MPLA e consequente reeleição de João Lourenço à presidência da República, cuja tomada de posse deve acontecer dia 15 de setembro, na Praça da República, em Luanda.
Instituições como o Tribunal Constitucional e a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) devem ser alvo de reformas, a nível da sua composição e dos mecanismos eleitorais, para evitar suspeições sobre os processos, defenderam juristas ouvidos pela Lusa
O MPLA desvalorizou hoje a convocação de manifestações pelos partidos da oposição angolana, que contestam os resultados eleitorais, considerando tratar-se de um “comportamento reiterado do mau perdedor” e minimizou a forte presença das forças de segurança nas ruas.
O porta-voz da UNITA acusou hoje o Tribunal Constitucional (TC) de “denegação de justiça” e de fazer política ao declarar no acórdão que foram apresentadas atas falsas, desafiando a instância a avançar com um procedimento criminal
A Polícia Nacional de Angola avisou hoje que só serão permitidas manifestações pacificas e sem armas, sublinhando que esse é um direito constitucional, mas avisou que tomará medidas se houver violência, incluindo vidros partidos ou queima de pneus.
O Movimento Cívico Mudei considerou hoje que o Tribunal Constitucional (TC) angolano “não decidiu a favor da procura da verdade” eleitoral e não produziu um acórdão que diminuísse a suspeição sobre o processo eleitoral, que “não foi livre nem transparente”.
O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa e primeiro-ministro português, António Costa felicitaram hoje a reeleição de João Lourenço como Presidente de Angola e saudaram o líder da UNITA (oposição) "pelos resultados obtidos".