O antigo primeiro-ministro angolano e igualmente antigo secretário geral do MPLA, Marcolino Moco, considerou, nesta sexta-feira, 09 de setembro, o desenrolar do processo eleitoral no pais como "o golpe do presidente que mais detesta golpes de estado, em África".
Angola poderá atravessar “momentos difíceis” caso os partidos da oposiçao angolanos iniciem manifestações na sequência das eleições oficialmente ganhas pelo MPLA.
A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE= reafirmou hoje que não reconhece os resultados eleitorais das últimas eleições gerais e manifestou-se solidária com as forças políticas concorrentes “vítimas da fraude eleitoral de 24 de Agosto de 2022”.
A cerimónia de posse de João Lourenço, reeleito Presidente da República de Angola, depois de o Tribunal Constitucional validar hoje os resultados eleitorais que dão vitória ao MPLA, vai realizar-se a 15 de setembro, anunciou a Presidência.
O Observatório para Coesão Social e Justiça (OCSJ) angolano criticou hoje o “clima de tensão” e a “movimentação de tropas e meios militares desproporcionais” em centros urbanos, considerando que o povo “quer apenas a contagem justa dos votos”.
O analista político e jornalista angolano, Ilídio Manuel, reagiu, esta quinta-feira, 08 de setembro às mais recentes detenções de cidadãos, pelo Serviço de Investigação Criminal por crimes contra o João Lourenço, apelando que o SIC não coloque no mesmo saco o direito à crítica, opinião e liberdade de expressão com ultraje à figura do Presidente da República.
O sociólogo Paulo Inglês disse hoje que Angola vive atualmente um “contexto de alguma contestação” e as ações deste momento “não deveriam ser criminalizadas”, reprovando, no entanto, a postura dos jovens detidos por ofensas ao Presidente angolano.