Sábado, 26 de Novembro de 2022
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Sexta, 09 Setembro 2022 10:45

Há perigo de confrontos se oposição angolana convocar manifestações, avisa analista político

Angola poderá atravessar “momentos difíceis” caso os partidos da oposiçao angolanos iniciem manifestações na sequência das eleições oficialmente ganhas pelo MPLA.

O analista político Agostinho Sicato reagia à notícia de que os partidos da oposição UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA e Bloco Democrático criaram um grupo de trabalho “que deverá entrar imediatamente em acção para estudar o quadro e as condições para a organização e convocação de manifestações como expressão do sentimento de repulsa dos cidadãos eleitores”.

No comunicado, eles “manifestam a sua inquietação pelo facto de estar em curso um programa de investidura do Presidente e vice-Presidente da República, com datas marcadas e instituições publicamente envolvidas, sem a definitiva validação dos resltados eleitorais pelo Tribunal Constitucional, o que evidencia uma subornidação ods órgãos judiciais ao partido/Estado".

O grupo criado deve apresentar um relatório num período de 48 horas, “que merecerá discussão com as organizações da sociedade civil” e esclarecem que “essas manifestações, com carácter estritamente pacífico e ordeiro em cordenação com os órgãos de ordem pública, enquadram-se no espírito da ordem constitucional, da lei e do interesse público”.

Sicato afirmou que caso haja manifestações “a resposta será agressiva”.

“As forças da ordem poderão actuar fortemente contra os manifestantes”, acrescentou aquele analista político, e sublinhou que “o que nao se sabe é a resposta da população logo a seguir”.

“Hoje já há um sentimento colectivo das pessoas poderem participar nas manifestações”, disse Sicati para quem “os resultados de Luanda e outras províncias (das eleições) indicam claramente que os cidadãos estão agastados com o Executivo”.

Em caso de confrontos com a polícia “isso poderá ser grave pelo envolvimento de outras instituições”, conclui Agostinho Sicato.

O gabinete do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas informou anteriormente que as forças armadas tinham sido colocadas em “grau de Prontidão Combativa Elevada" até ao próximo dia 20.

Tem-se registado uma forte presença de forças de segurança nas ruas da capital. VOA

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