Osvaldo Caholo, ativista dos 15+2, diz que sociedade civil já tem um plano para protestar nos próximos dias contra as eleições de 24 de agosto, que deram a vitória ao MPLA, aguardando apenas que a UNITA se pronuncie.
Um especialista em ciências políticas angolano apontou hoje condicionalismos financeiros e a não indicação de membros em instituições públicas como impactos caso a UNITA não tome posse no parlamento de Angola e não acredita que o partido “corra riscos”.
Os deputados eleitos nas legislativas angolanas de 24 de agosto vão tomar posse na próxima sexta-feira, anunciou o primeiro secretário de mesa do parlamento, Raul Lima, mas partidos da oposição ainda debatem se assumirão os lugares na Assembleia Nacional.
O MPLA, vencedor das eleições angolanas, pediu hoje aos cidadãos que “mantenham a tranquilidade” e respeitem a Constituição e a lei, assegurando que as instituições do Estado continuarão a servir o povo e a “garantir a paz e tranquilidade social”.
Apesar da vitória, clara e escandalosamente administrativa, do MPLA, ainda assim, alguns sectores deste “glorioso Movimento/partido”, não deixam de remoer de raiva pelos magros resultados que o “sistema” lhe atribuiu, depois daquelas manipulações e simulações tão simplórias na contabilização de supostos votos.
O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, vai deslocar-se a Luanda para a cerimónia em que João Lourenço tomará posse para um segundo mandato como Presidente de Angola, marcada para quinta-feira, 15 de setembro.
Angola vive uma crise pós-eleitoral que está a fomentar o clima de medo e desespero entre muitas famílias, um pouco por todo o país.