Segunda, 05 de Dezembro de 2022
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Domingo, 21 Agosto 2022 11:08

Antigo PM revela que sua passagem pela Sonangol foi um acto de corrupção do regime "e não funcionou"

Após ataques vindos de determinados militantes do MPLA e seus simpatizantes, contra o político Marcolino Moco, por ter apelado voto à favor de Adalberto Costa Júnior, líder da UNITA e da Frente Patriótica Unida, este antigo primeiro-ministro angolano, afirmou que tais pronunciamentos mais vão enterrar a popularidade de JLo, candidato a presidente da República pelo MPLA.

Alberto Colino Cafussa, responsável Sênior do Centro de Imprensa da Presidência da República (CIPRA), entre tantas outras declarações alertou, na passada terça-feira, 16 de Agosto para que, depois, a UNITA não viesse com a narrativa de "infiltrados", após pronunciamentos de Marcolino Moco, em que apoia a candidatura ACJ e programa de governação do seu partido.

Antes de mais, segundo constatou Angola24horas, Cafussa começou por insultar o político e antigo secretário geral do MPLA, Marcolino Moco, o qual considerou ser mesmo velho "tudo moco!"

Em detalhe, lembrou que Marcolino chegou a Primeiro-ministro de Angola e a Secretário geral do MPLA, tendo a sua fotografia sido a primeira na galeria dos secretários executivos da CPLP, tudo por obra do malogrado ex-presidente, José Eduardo dos Santos e, terminada a missão na organização, passou a inimigo número 1 de JES.

"Esperávamos dele, contudo, uma postura de estadista, “senador”, mais velho conciliador…mas virou revu das redes sociais. Ainda assim, nunca lhe deram o prazer de ser expulso do MPLA", assinalou.

Em reacção, Marcolino Moco afirmou que tinha sido convidado, em 2017, num grande comício, pela direcção cessante para estar aí, embora não tenha sido fácil aceitar, mas como sinal de boa vontade à mudança que poderia acontecer com o novo timoneiro, foi sem pedir contrapartidas.

"Muita kafussão, Dr. Cafussa. Se não conhece a minha trajectória e fala assim de mim, mais vai enterrar a popularidade do chefe JLO que acabará por tentar compensar com um autoritarismo que acaba sempre muito mal. Para não ir muito longe, para atras, retifique, confirmando ao chefe que não fui àquele comício mendigar o que quer que seja", disse Marcolino Moco.

Relativamente à sua passagem pela Sonangol, este revelou que foi um acto de corrupção que "vocês, Cafussa e outros" sugeriram ao chefe, por pensarem que todos são vendíveis, em relação às nossas ideias, o que não funcionou.

"Eu não apoio partidos ou pessoas que vão dar-me ou não cargos. O que estou a apoiar, nesta eleições, é o Projecto que prevê separação de eleições presidenciais e legislativas, redução de poderes presidenciais e descentralização das estruturas do Estado", sublinhou.

Para Moco, tal coincide com o Projecto de Adalberto, "limitem-se a apresentar o vosso. Insultar e mentir em tão alto patamar em que o senhor se encontra é muito feio. Se o feio existe, para o Senhor Cafussa".

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