Marcelo Hofke, que discursava no ato de lançamento da Imbono, plataforma integrada para o desenvolvimento de investimentos, disse que atualmente decorrem testes de desempenho, com conclusão prevista para final deste mês.
Em declarações à imprensa, Hofke avançou que no final de 2025, periodo apontado inicialmente para início da produção, decorriam ainda os testes.
"Faz parte, o mercado de óleo e gás e os seus ativos precisam de ser muito bem acautelados, em termos de testes, antes de iniciar as operações (...), e depois começar a fase de preparação para a entrega dos produtos", frisou.
A Sonangol, petrolífera estatal angolana, detentora de 10% de participação, vai comercializar os produtos, nomeadamente gasóleo, jet (combustível para aviões) e Nafta (derivado líquido de petróleo para matéria-prima na indústria petroquímica), acrescentou.
A Refinaria de Cabinda, a primeira construída pós-independência, tem uma capacidade de refinação diária, na primeira fase, de 30 mil barris de petróleo.
Em paralelo, destacou Marcelo Hofke, decorrem obras de engenharia da segunda fase do projeto, até outubro, seguindo-se a abertura do concurso de construção.
"A ideia é que no primeiro semestre de 2027 haja condições para arrancar a segunda fase, para chegar a 60 mil barris", salientou o responsável, acrescentando que, para a segunda fase da Refinaria de Cabinda, está previsto o investimento de 700 milhões dólares (596,3 milhões de euros).
Em Angola, a Gemcorp já investiu perto de três mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros), dos quais perto de mil milhões (cerca de 852 milhões de euros) no último ano, destacou Marcelo Hofke.
A companhia, com sede em Londres, tem investimentos em Angola nas áreas de infraestruturas de água, energia, saúde.
Para 2026, estão em análise vários projetos nas áreas de petróleo e gás, para dar arranque aos investimentos, avançou ainda o mesmo responsável.
Sobre a Imbondo, que terá a sua sede financeira nos Emirados Árabes Unidos, o presidente executivo da Gemcorp disse que resulta da integração da Gemcorp Angola e a Gemcorp ICS, concebida para responder "a um desafio frequente nos mercados emergentes".
"Projetos que não conseguem estruturar financiamentos, projetos que apesar de financiados enfrentam dificuldades na execução e projetos que, mesmo após a sua conclusão, não se sustentam a longo prazo, disse.
A solução apresentada pela Imbono para estes casos integra capital estruturado, capacidade operacional no terreno e coordenação técnica e financeira.

