Terça, 03 de Fevereiro de 2026
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Terça, 03 Fevereiro 2026 11:58

Tensão no Palácio Presidencial após sondagem atribuir elevada aceitação popular a Higino Carneiro

Uma alegada sondagem de opinião, atribuída a uma empresa brasileira ligada a círculos próximos da Presidência da República, estará a gerar tensão no interior do Palácio Presidencial, segundo fontes do Imparcial Press, ao indicar níveis muito baixos de aceitação popular do Presidente João Lourenço e do MPLA, em contraste com uma suposta elevada popularidade do general Francisco Higino Lopes Carneiro.

De acordo com as mesmas fontes, os dados da sondagem, realizada de forma reservada por uma empresa brasileira alegadamente associada a Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa, ministro de Estado e director do Gabinete do Presidente da República, apontariam para menos de 9% de aceitação popular do Chefe de Estado, cerca de 11% para o MPLA e aproximadamente 80% para o general Higino Carneiro, antigo governador de Luanda e figura histórica do partido no poder.

A divulgação interna desses números terá provocado desconforto no Presidente João Lourenço, que viajou na segunda-feira para o Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU), onde participa na Cimeira Mundial de Governos, que decorre de 3 a 5 deste mês.

As fontes do Imparcial Press referem ainda que o cerco político ao general Higino Carneiro terá sido intensificado através de alegadas acções de bastidores destinadas a fragilizar a sua imagem pública e o seu posicionamento estatutário no seio do MPLA.

Nesse contexto, são citados, conforme as mesmas informações, nomes de Norberto Garcia, o general José Tavares e o próprio Edeltrudes Costa, que, alegadamente através de estruturas ligadas ao ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, terão apoiado financeiramente o famigerado empresário Henrique Miguel, conhecido por “Riquinho”, com o objectivo de promover iniciativas susceptíveis de afectar a imagem do general Higino Carneiro.

Destarte, mais de 60 milhões de kwanzas teriam sido disponibilizados ao Riquinho para a produção, numa gráfica de Luanda, de camisolas e bonés do MPLA com mensagens de propaganda antecipada, numa alegada tentativa de criar factos políticos capazes de comprometer estatutariamente Higino Carneiro e inviabilizar a candidatura à presidência do partido no congresso ordinário previsto para este ano. Imparcial Press

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