De acordo com as mesmas fontes, os dados da sondagem, realizada de forma reservada por uma empresa brasileira alegadamente associada a Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa, ministro de Estado e director do Gabinete do Presidente da República, apontariam para menos de 9% de aceitação popular do Chefe de Estado, cerca de 11% para o MPLA e aproximadamente 80% para o general Higino Carneiro, antigo governador de Luanda e figura histórica do partido no poder.
A divulgação interna desses números terá provocado desconforto no Presidente João Lourenço, que viajou na segunda-feira para o Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU), onde participa na Cimeira Mundial de Governos, que decorre de 3 a 5 deste mês.
As fontes do Imparcial Press referem ainda que o cerco político ao general Higino Carneiro terá sido intensificado através de alegadas acções de bastidores destinadas a fragilizar a sua imagem pública e o seu posicionamento estatutário no seio do MPLA.
Nesse contexto, são citados, conforme as mesmas informações, nomes de Norberto Garcia, o general José Tavares e o próprio Edeltrudes Costa, que, alegadamente através de estruturas ligadas ao ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, terão apoiado financeiramente o famigerado empresário Henrique Miguel, conhecido por “Riquinho”, com o objectivo de promover iniciativas susceptíveis de afectar a imagem do general Higino Carneiro.
Destarte, mais de 60 milhões de kwanzas teriam sido disponibilizados ao Riquinho para a produção, numa gráfica de Luanda, de camisolas e bonés do MPLA com mensagens de propaganda antecipada, numa alegada tentativa de criar factos políticos capazes de comprometer estatutariamente Higino Carneiro e inviabilizar a candidatura à presidência do partido no congresso ordinário previsto para este ano. Imparcial Press

