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Segunda, 22 Novembro 2021 19:47

Atemorizar-me ou atemorizar outras pessoas é tempo perdido - Assegura Marcolino Moco

O antigo primeiro-ministro angolano, Marcolino Moco, denunciou que na semana passada, um portal-fábrica de Fake News, de pertença fácil de adivinhar, afirmou num post, para quem quis acreditar ou deixar-se atemorizar, que Moco estaria a apelar à violência.

Face ao sucedido, Marcolino Moco diz-se completamente tranquilo, porque só acreditaria quem desconhecesse a sua trajetória de intervenção cívica que data de há cerca de trinta anos, logo que a declarada democracia pluralista passou a ser combatida por outros meios que não a guerra de armas de fogo.

Abuso do poder e hipocrisia descarada ou quem apela à violência?

"Atemorizar-me ou atemorizar outras pessoas é tempo perdido. Escusado será repetir que todos estamos de passagem", considerou.

Sublinhou também que muitos dos autores de mensagens e mensageiros que em 2009 foram enviados para o persuadirem a desistir de falar sobre as potencialidades nefastas da actual Constituição, sob o risco de os seus familiares ficarem sem este, já não estão entre nós.

"E não é que eu lhes tivesse desejado a morte. É esta a lei da Vida, para a qual eu estou convencido que é preciso trabalhar para dignificar, enquanto estamos vivos, contribuindo para a melhoria de vida dos mais novos e de vindouros", disse.

Acrescentou que é o único legado que se pode deixar, quando se é figura pública.

"Terão deduzido tal afirmação do facto de eu, como jurista e político, ter dito no post anterior, que é perigoso fazer regra o aceitar "escrupulosamente" leis e decisões judiciais claramente injustas? Imagine-se onde estariam as independências de Angola, da Namíbia e da Índia, se Agostinho Neto, Sam Nujoma, Nehru e Mahatma Ghandi, aceitassem "escrupulosamente" as leis e decisões injustas das respectivas autoridades coloniais. Onde moraria ainda o apartheid se Mandela, Tutu e Ciril Ramaphosa aceitassem "escrupulosamente" as leis e outros actos das autoridades racistas sul-africanas? Onde estariam o pastor Luther King e o presidente Barack Obama, nos Estados Unidos, para demonstrar que o génio político e o mandato espiritual não é apanágio de raças e organizações especiais?

Quem apela hoje à violência, em Angola?", questionou Marcolino Moco.

Nestes termos, aliás em forma de resposta, diz que são os que destroem o pouco que funcionava, na estrutura empresarial do presidente José Eduardo dos Santos, em nome de um combate à corrupção abertamente vingativo e hipócrita, lançando jovens no desemprego.

Destroçando serviços, mas mantendo o mesmo esquema de blindagem do "crime de colarinho branco". Os que de forma inescrupulosa, comandam os tribunais para perseguirem líderes da oposição e seus seguidores, estimulando uma disputa do poder pela negativa, arreliando, naturalmente, o seu sentido de intolerância contra a exclusão. "Eu não. Valha-me Deus!"

Finalmente, disse que está à espera que o chamem para um diálogo sério que contribua para operacionalizar um país que tem tudo para dar certo, na base do perdão e da responsabilidade perante o cidadão e o ser humano, de forma geral. "Tudo tão fácil quanto isso".

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