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Quinta, 14 Outubro 2021 21:45

Promotores da Frente Patriótica Unida dizem que iniciativa continua viva e é suprapartidária

O futuro da Frente Patriótica Unida (FPU), plataforma política criada para, segundo os seus promotres, tirar o MPLA do poder, não está ameaçado, de acordo com dirigentes do Bloco Democrático (BD) e do projecto político PRA-JÁ Servir Angola, parceiros da UNITA, que mostram-se solidários com a Adalberto Costa Júnior.

No entanto, dizem que o projecto é agora uma iniciativa da sociedade e suprapartidário.

Para Xavier Jaime, coordenador adjunto do projecto político PRA-JA, Servir Angola, a queda de Adalberto Costa Júnior da liderança da UNITA não prejudica em nada a existência da FPU.

“O que aconteceu com o engenheiro Adalberto da Costa Júnior, outras entidades estão aí, certamente outras entidades vão ter que se reunir para encontrar caminhos a seguir, mas é um caminho a seguir porque é um projecto suprapartidário", disse Jaime, reiterando estar solidário com Costa Júnior.

“O Tribunal Constitucional é um órgão de decisões políticas e não judiciais", concluiu.

A mesma opinião tem Muata Sebastião, secretário-geral do BI, outro partido da FPU.

“Nós estamos solidários e como é uma decisão do tribunal e o partido anuiu estamos à espera de qual vai ser a decisão do partido”, afirmou Sebastião para quem a Frente é uma iniciativa de sociedade e a anulação do congresso da UNITA não prejudica a iniciativa.

“Ela se mantém viva, até porque já ultrapassou o nível dos partidos é um projecto de sociedade e de cidadania”, reafirmou.

Os acordos que definiram a FPU foram rubricados pela UNITA, BD e PRA-JÁ Servir Angola na terça-feira 5 de Outubro de 2021.

Militantes da UNITA marcham neste fim-de-semana em várias cidades contra anulação do congresso

Os militantes da UNITA prepararam uma marcha no sábado, 16, na província do Uíge, contra a decisão do Tribunal Constitucional (TC) que anulou o XIII congresso de 2019 que elegeu Adalberto da Costa Júnior presidente do partido.

Em Luanda e outras cidades aguardam-se protestos semelhantes, dias antes da Comissão Política, que se reúne no dia 20, marcar a data para a realização do XIII congresso do partido.

O secretário provincial e deputado da UNITA no Uíge, Félix Simão Lucas disse que todas as condições estão criadas para a realização da marcha de apoio a Costa Júnior.

“Vamos sair às ruas para nos solidarizarmos com este líder, esperando para que o congresso seja realizado para que decisões sejam tomadas em prol do engenheiro Adalberto Costa Júnior”, sublinhou.

A marcha terá como ponto de concentração e partida às 10 horas.

"Mobilização" na Huila

Entretanto, na província da Huíla, o principal partido da oposição diz fechar trincheiras depois da decisão do TC.

O secretário provincial da UNITA afirmou que foi intensificado o trabalho de mobilização junto dos militantes para se manterem calmos.

“Estamos serenos temos essa garantia e estamos a trabalhar neste sentido porque nós, da UNITA, interessa-nos ter um clima de paz”, disse Augusto Samuel.

A data do próximo congresso da UNITA deverá ser conhecida no final da reunião da Comissão Política do partido agendada para o próximo dia 20. VOA

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