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Segunda, 09 Agosto 2021 10:21

Lucas Ngonda e Ngola Kabangu vão reencontrar-se hoje para colocar fim à crise interna da FNLA

Vinte e dois anos depois, Lucas Ngonda e Ngola Kabangu voltam hoje a sentar à volta da mesma mesa para sanar diferendos que os colocou de costas viradas, decorrentes de divergências de liderança do partido, a informação foi avançada em primeira mão a O PAÍS por Ndonda Nzinga, membro do Comité Central do Bureau Político e um dos responsáveis do grupo de mediação da reconciliação interna da FNLA.

O encontro vai ser antecedido de uma conferência de imprensa, que vai falar sobre os preparativos do V Congresso Ordinário a realizar-se de 16 a 18 deste mês, em Luanda.

O encontro entre Lucas Ngonda, actual líder da FNLA, e Ngola Kabangu, líder de uma outra ala, é o culminar de um longo processo de negociação interna para se sanar a crise interna de liderança, que remonta desde 2008, altura em que Ngola Kabangu foi afastado do cargo de presidente deste partido, por força de um acórdão do Tribunal Constitucional, em resposta a um recurso interposto por Carlinhos Zassala, com quem concorrera em 2006 num congresso extraordinário que o tinha escolhido democraticamente.

Segundo Ndonda Nzinga, Lucas Ngonda e Ngola Kabangu vão discutir questões profundas do partido, para tirá-lo do marasmo em que se encontra e tentar colocá-lo num patamar melhor em relação a outros partidos emergentes.

A FNLA vive uma crise de liderança há 22 anos, depois de Lucas Ngonda, antigo secretário para a informação e propaganda, ter rompido com o presidente-fundador Holden Roberto, sob pretexto de criar reformas internas, mas sem sucesso.

Ngonda levou consigo um punhado de militantes que abandonaram Holden Roberto, tais como Miguel Pinto, Paulo Jacinto, João Nascimento, Carlinhos Zassala, Nsanda Wa Makumbu, Laiz Eduardo, entre outros.

O que parecia um movimento de reforma, transformou-se numa “manta de retalhos”, com o surgimento de vários grupos no seio da liderança de Lucas Ngonda, o que causou uma fragmentação acentuada, levando o partido numa crise de liderança.

Congresso

Depois de ter sido adiado em Junho por questões técnicas, Tristão Ernesto, Fernando Pedro Gomes, Jovete de Sousa e Lucas Ngonda, continuam como candidatos para a liderança da FNLA.

Laiz Eduardo, antigo porta-voz de Lucas Ngonda, retirou a sua candidatura a meio do mês passado, manifestando apoio ao actual líder do partido que vai concorrer a um terceiro mandato.

Entretanto, hoje, em conferência de imprensa, saber-se-á se Ngola Kabangu poderá apresentar a sua candidatura, aliás, nenhum dos elementos ligados à sua ala tinha manifestado publicamente a intenção de se candidatar à liderança do partido, tendo em conta as divergências com a direcção de Lucas Ngonda.

O PAÍS soube ainda de fonte segura que o antigo secretáriogeral(suspenso) Pedro Mucumbi Dala tinha manifestado publicamente o interesse de concorrer à liderança da FNLA.

O mesmo acontece com Carlito Roberto, filho de Holden Roberto, que ainda não apresentou a sua candidatura.

É apontado nos corredores internos da FNLA como um potencial candidato, mas a sua candidatura poderá estar condicionada se se basear no tempo de militância, em que ao candidato lhe é exigido um certificado de militância de 25 anos ininterruptos.

O primeiro secretário do MPLA em Luanda, Bento Bento, manifestou, Sábado, a confiança na vitória do MPLA em 2022, reafirmando que o seu partido está preparado para vencer os próximos desafios, quer as eleições gerais como as autárquicas.

A afirmação foi feita durante o encontro alargado com as direcções dos Comités de Acção do Partido MPLA, OMA, JMPLA e a sociedade civil dos distritos da Maianga, Samba, Rangel, Neves Bendinha, Ngola Kiluanje, Ingombotas e Sambizanga, município de Luanda.

O líder do MPLA em Luanda considerou positiva as constatações feitas nos distritos urbanos que compõem o município de Luanda, onde trabalhou com toda as direcções das estruturas de base do partido, assegurando que a mística do MPLA no município de Luanda continua, em função da organização das estruturas de base que constatou.

“Nós estamos a trabalhar para revitalizar, e podemos dizer que estamos no bom caminho. As estruturas de base hoje estão mais preparadas e sentimos a responsabilidade política de trabalhar na defesa do MPLA e do seu líder, João Lourenço”, acentuou.

Na ocasião, a primeira secretária do MPLA no município de Luanda, Maria Antónia Nelumba, assegurou que as estruturas de base do partido na sua jurisdição estão preparadas para os desafios que se avizinham.

Afirmou que o município de Luanda vai contribuir para vitória do MPLA nas próximas eleições, principalmente na capital angolana.

Com o acto de massas realizado neste Sábado, no Estádio dos Coqueiros, no distrito urbano das Ingombotas, o primeiro secretário do MPLA em Luanda, Bento Bento encerra as visitas de constatação do funcionamento das estruturas de base do MPLA.  O PAÍS

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