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Terça, 27 Julho 2021 10:51

Abel Chivukuvuku desmente abandono a Frente Patriótica em troca da legalização do PRA-JA

O líder político Abel Epalanga Chivukuvuku, desmentiu, nesta segunda-feira, 26 de julho, as acusações segundo as quais este teria abandonado a Frente Patriótica, organização política que junta a UNITA, o Bloco Democrático e o PRA-JA Servir Angola, em troca da legalização do seu partido até ao final deste ano.

O coordenador do projecto político, PRA-JA Servir Angola, partilhou tais informações no seu oficial Facebook, nesta segunda-feira, 26, esclareceu que o seu projecto e propósito político nunca esteve limitado aos seus interesses pessoais, mas sim a um compromisso que ele mantém inabalável com a vida do povo angolano e com os seus anseios.

"É falso. É fake news. Neste momento, o único diálogo que mantenho é com o meu irmão Adalberto Costa Júnior e com o amigo e irmão Filomeno Vieira Lopes, do Bloco Democrático", garantiu Chivukuvuku.

Nestes termos, o antigo líder da CASA-CE, afirmou ter, como sempre teve um compromisso sério com o país, tendo revelado que recebeu várias propostas, inclusive para fazer parte do governo, mas que recusou, por ter um único interesse e, isto é, o bem-estar da sociedade angolana.

Quanto às acusações, conforme relata !sto é notícia, Chivukuvuku atribuiu a sua autoria a cidadãos conhecidos, especialistas em psicologia política, igualmente afectos ao partido no poder, reiterando o seu envolvimento com a Frente Patriótica.

Na política, observou, nunca ambicionei os cargos ou lugares por questões pessoais, porque senão teria ficado no Parlamento.

"Elegi-me em 2012, larguei a Assembleia. Voltei a eleger-me em 2017 e, ainda assim, larguei o assento. O meu objectivo não é, nem nunca foi pessoal. Continuamos a dialogar na Frente Patriótica", considerou.

Dados que Angola24Horas teve acesso, dão conta que, depois de terem anunciado a Frente Patriótica da Oposição, com vista a confrontarem em conjunto o MPLA, o regime convocou Abel Chivukuvuku, e garantiu-lhe reconsiderar a decisão do tribunal por via de expedientes políticos ilegais, à mando de João Lourenço, uma vez que se esgotaram os recursos à luz da lei.

Em troca, o regime exige mais do que somente sair da Frente Patriótica. Abel deverá fingir fazer posição, facilitar a fraude que lhe dará 23 deputados, (contra a qual ele nunca mostrou preocupação como indicam claramente os seus discursos), e manter o seu discurso dúbio. Em síntese, o PRA-JA será um partido cuja acção será calculada, orientada e controlada pelos laboratórios do regime.

Segundo os mesmos dados que citam fonte anónima, os especialistas em Psicologia Política no interior do regime, conhecem o ego de Abel, um homem cujas acções movem-se basicamente por poder, assemelha-se a gente do regime (com a qual ele se da bem, até em negócios), por isso, perceberam que facilmente cairia nesta, em função da sua vontade de ser chefe e ilusão de popularidade. Algo que muito o fascina.

Em função do acordo, avançam ainda, no próximo dia 14 de Agosto, Abel terá uma reunião com os secretários provinciais do PRA-JA para informar que o "projecto de partido" será legalizado, por isso, já não precisam da Frente Patriótica.

"Outros membros da Frente tomaram conhecimento, e pediram esclarecimento. Pelo que Abel respondeu que a reunião de 14 de Agosto visa homologar a Frente Patriótica, e não tratar de qualquer acordo com o regime", conforme detalhes.

Sobre as negociações, o artigo afirma que Abel Chivukuvuku partilhou o assunto com poucas pessoas, entre as quais Serafim Simeão e Xavier Jaime, dois antigos companheiros na CASA-CE com os quais tem confiança.

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