Abel Chivukuvuku fez esta promessa com base na sua decisão de acabar com um sistema político em Angola que é marcado pela concentração excessiva de poder nas mãos de um único partido.
O Líder político que já esteve em diversas formações partidárias e coligações, notou ainda que, no seu entender, não é positivo que seja o mesmo partido a apontar quem são, além do Presidente da República, os governadores provinciais e os administradores municipais.
Ainda no mesmo discurso, Chivukuvuku descreveu os partidos políticos que integram a coligação CASA-CE, de que foi líder, como parceiros que valem "zero" que não acrescentam nada.
"Parceiros que, quando nós estivemos lá, valiam e depois ficaram zero trazem o quê?", interrogou-se Abel Chivukuvuku, quando interrogado pelos jornalistas na província do Kuanza Norte, sobre a possibilidade de uma coligação com as forças políticas integrantes na coligação CASA-CE.
Abel Chivucuvuku deixou a CASA-CE em 2019, por alegada "quebra de confiança" na coligação onde esteve desde a sua fundação e pela qual foi cabeça-de-lista nas eleições gerais de 2012 e 2017.
Em digressão na região norte (Malanje e Kuanza Norte), para constatar o funcionamento das suas estruturas de base, sublinhou que qualquer decisão nesse sentido passará pela avaliação dos ganhos que estas parcerias podem acrescentar ao seu projecto político.
Sobre coligações com outras formações políticas nas próximas eleições, referiu que o seu partido está a trabalhar para concorrer, isoladamente, e ganhar as eleições em 2027.
No Kuanza Norte, Abel Chivukuvuku afirmou que caso venha a assumir a Presidência da República, nenhum governador será nomeado, defendendo que esses cargos devem ser preenchidos por eleição directa dos cidadãos locais.
Sustentou que a actual configuração do poder em Angola é excessivamente centralizada e dominada por um único partido a nível provincial, municipal e comunal.
Refira-se que, o Tribunal Constitucional legalizou o projecto político PRA-JÁ Servir Angola, liderado por Abel Chivukuvuku, a 09 de Outubro de 2024.
Após tentativas falhadas desde 2019, o partido foi reconhecido após a submissão de novas assinaturas e documentos, tornando-se a 14ª formação política legalizada no país, habilitada para futuros processos eleitorais.
O PRA-JA integrou a Frente Patriótica Unida (FPU), que abandonou, prepara-se para concorrer nas eleições gerais de 2027. NJ

