Em comunicado, o PRA JÁ Servir Angola refere que as recentes declarações públicas do político da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição) atentam ao bom nome e imagem de Abel Chivukuvuku.
Para a organização política, legalizada em outubro de 2024, a intervenção de Sapinãla, que tiveram ampla disseminação nas redes sociais, revelam um comportamento político “desprovido de elevação, responsabilidade e sentido de Estado”.
Entende o PRA JÁ que o deputado da UNITA e secretário provincial deste partido em Luanda “agiu de má-fé com linguagem de ataque pessoal, ódio declarado e premeditação, contribuindo para o agravamento da tensão política e para o empobrecimento do discurso político nacional.
No vídeo, Adriano Sapinãla defendeu a detenção de Abel Chivukuvuku por “corrupção ativa”, ao relatar um episódio em que o presidente do PRA JÁ teria recebido, em 2022, caixas térmicas com elevadas somas monetárias.
“Vocês todos viram as caixas térmicas a rolar, eram imagens autênticas, então um político da dimensão do mano Abel só mesmo em Angola, e em África, onde ainda lhe legalizam o partido, porque aquilo é corrupção ativa (…). Os militantes do PRA JÁ não têm projetos, seguem apenas a figura de Abel Chivukuvuku”, dizia, no vídeo.
Chivukuvuku, no entanto, repudiou com veemência as referidas declarações e anunciou que instruiu o seu advogado a intentar a corresponde ação judicial contra o cidadão Adriano Sapinãla, “visando a reposição da verdade, a defesa do bom nome e a salvaguarda da dignidade da pessoa humana”.
O partido fundado por Abel Chivukuvuku, político que abandonou a UNITA em 2012, diz ainda, na nota, estar comprometido com uma política baseada no respeito, no diálogo construtivo e na defesa intransigente dos interesses do povo angolano.
O PRA JÁ Servir Angola concorreu às eleições gerais de 2022, ainda como projeto político, integrada na plataforma política Frente Patriótica Unida (FPU), em que estavam igualmente a UNITA e o Bloco Democrático, cujos deputados ainda fizeram parte do grupo parlamentar da UNITA, que elegeu 90 deputados.
Após a legalização, Chivukuvuku e mais deputados do PRA JÁ abandonaram a FPU e suspenderam o mandato na Assembleia Nacional (parlamento) em janeiro de 2025.
A Lusa contactou o deputado Adriano Sapinãla, mas não obteve respostas.

