Quinta, 26 de Janeiro de 2023
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Segunda, 24 Mai 2021 10:11

Retorno da “mixa” no cenário político angolano

Após supostas lutas contra corrupção lançada pelo João Lourenço, actual presidente da República de Angola, contra um grupo bem identificado, tudo parecia mais claro e que os corruptos da política haviam desaparecido.

Ao aproximar-se das eleições de 2022, João Lourenço próximo candidato do MPLA, convocou para a sua equipa, Bento Bento, líder da acção política em Luanda: “em todos os municípios Bento Bento oferece motos, bicicletas e outros bens as populações” disse João Pedro um dos moradores do Cazenga ouvidos pelo O Decreto.

Ou seja, uma verdadeira demonstração do surgimento da acção corrupta no cenário político. Segundo fontes do O Decreto, nesta equipa junta-se Norberto Garcia, José Tavares e Bento dos Santos “Kangamba”.

Para agravar a situação este trio, dedica-se ainda a contactar políticos ligados a UNITA para realizarem Conferência de Imprensa contra o líder do Galo Negro, Adalberto Costa Junior.

O sistema sempre funcionou numa forma de “mixeiros”, ou seja, indivíduos que ganham dinheiro em comissões vendendo produtos de terceiros.

Os visados recorrem a Edeltrudes Costa, chefe do gabinete do Presidente da República, João Lourenço, onde apresentam fichas de militantes dissidentes da UNITA, feitos mercadorias, por sua vez, Edeltrudes, dá um determinado valor, por regra muito superior ao valor a ser entregue ao rendido: “No tempo do Zé Eduardo, dava-se 10 casas e os Generais ficavam com 6” diz a nossa fonte.

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