Segundo um anúncio publicado no Jornal de Angola e assinado por Hélder Pitta Gróz, o período de apresentação de candidaturas iniciou-se a 02 e decorre até 09 de março e a eleição dos candidatos realiza-se em 16 de março.
A assembleia eleitoral é integrada pelos vogais do Conselho Superior da Magistratura do MP.
Pitta Gróz lidera a Procuradoria-Geral da República desde a chegada de João Lourenço à Presidência, tendo sido uma das figuras centrais da estratégia de combate à corrupção que o chefe de Estado angolano elegeu como prioridade.
O responsável foi nomeado inicialmente a 19 de dezembro de 2017 para substituir João Maria de Sousa e reconduzido nas funções após o final do mandato de cinco anos, ocupando o cargo há cerca de oito anos.
O general, nascido a 19 de março de 1956, na província de Luanda, é licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto e pós-graduado em Comando e Direção pela Escola Superior de Guerra Angolana, em parceria com o Instituto de Defesa Nacional de Portugal, e em Ciências Policiais pela Escola de Altos Estudos Policiais de França e Itália.
Foi nomeado procurador-geral adjunto da República em 1989 e assessor jurídico da Comissão Conjunta Político-Militar em 1991, no âmbito dos Acordos de Bicesse.
Em 1992 integrou o Estado-Maior-General das Forças Armadas Angolanas, resultantes da integração das tropas das FAPLA - Forças Armadas Populares de Libertação de Angola e das tropas guerrilheiras da UNITA. Entre 1992 e 1995 desempenhou o cargo de diretor adjunto da Polícia Judiciária Militar, tendo sido posteriormente promovido a diretor.
De 2007 a 2017 desempenhou as funções de procurador das Forças Armadas Angolanas e vice-procurador-geral da República para a esfera militar, respetivamente, tendo sido promovido a general de três estrelas.

