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Quinta, 28 Junho 2018 14:02

Membros da FNLA consideram expulsão de nula e arbitrária

Fernando Pedro Gomes Fernando Pedro Gomes

A expulsão de quatro membros da FNLA, no II congresso extraordinário deste partido, foi considerada nesta quinta-feira, em Luanda, de “arbitrária e nula” pelo líder da nova ala deste partido, Fernando Pedro Gomes.

Em declarações à Angop, Fernando Gomes reagia às decisões tomadas durante o congresso que a direcção da FNLA da ala reconhecida pelo Tribunal Constitucional realizou de 25 a 27 do corrente mês, na província do Huambo, sob orientação de Lucas Ngonda, nas vestes de presidente do partido.

Durante o referido congresso extraordinário do Huambo, os participantes decidiram expulsar os membros Fernando Pedro Gomes, Ndonda Nzinga, João Lombo e Tristão Ernesto, bem como reduzir o número de membros do Comité Central de 411 para 221 e extinguir o cargo de Vice-presidente.

Os quatro membros expulsos fazem parte da direcção da nova ala que surgiu após a realização de 20 a 24 deste mês, em Luanda, de “um congresso extraordinário inclusivo” que elegeu Fernando Gomes como presidente, destituindo assim Lucas Ngonda.

De acordo com os estatutos deste partido, os membros do Comité Central da FNLA, num total de 50% +1, têm a competência de propor ao presidente do Partido a convocação de um congresso extraordinário.

Fernando Pedro Gomes afirmou que a realização do conclave do Huambo é uma arbitrariedade, uma vez que foram adulterados os estatutos, ao se colocarem “acima dos órgãos centrais do partido”.

Explicou que para se alterar os estatutos e os órgãos centrais, é necessário primeiro que haja um debate no Comité Central e no Bureau Político, seguindo-se depois no congresso.

“Esta questão não foi anuída pelo Comité Central, porquanto na sua última sessão o presidente (Lucas Ngonda) inviabilizou o acesso dos membros deste órgão, acabando por ficar sem a representatividade adequada para a deliberação da matéria”, referiu.

Informou que os membros do comité central, saído no congresso de 2015, intentaram já uma acção de impugnação da referida sessão do órgão, devido a falta de representatividade para deliberar sobre questões importantes do partido.

“Há uma série de irregularidades praticadas por Lucas Ngonda e, por isso, não consideramos “aquilo de um congresso, mas sim de um clube de amigos que esbanjou dinheiros para se hospedar em hotéis de luxo. Esta acção é inútil e nula, porque nós (50% +1 dos membros do comité central) já realizamos o congresso”, precisou.

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