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Segunda, 25 Junho 2018 23:14

Conflitos internos na FNLA são causados pela ambição, desonestidade e ingratidão

O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, acusou hoje, na cidade do Huambo, os militantes que o contestam na liderança do partido, de terem uma pretensão desmedida pelo poder, mesmo desconhecendo os princípios estatutários.

Lucas Ngonda responde a contestatários da sua liderança

Discursando na abertura do II Congresso extraordinário, disse que estes militantes, que queriam inviabilizar, a todo o custo, a realização do congresso, desejam obter benefícios próprios à custa do partido.

Na sua óptica, os conflitos internos nas estruturas centrais da FNLA são causados pela ambição, desonestidade e ingratidão de tais militantes que, esquecendo-se do apoio que lhes fora prestado pela actual direcção do partido, tudo fazem para derrubar a liderança.

Lucas Ngonda disse que os militantes em causa, alguns dos quais chegaram a assumir cargos de direcção e chefia nas estruturas centrais, desviaram os carros do partido, adquiridos no âmbito das eleições gerais de 2017, além de outro património material, com destaque para a venda de um imóvel no distrito urbano da Maianga, província de Luanda.

“Infelizmente a FNLA foi uma vez mais usada e ridicularizada pela opinião pública nacional e internacional ao congregar, no congresso de 2015, todos aqueles que estavam desavindos e, por conseguinte, foram eleitos para membros do Comité Central e do Bureau Político, mesmo sem nunca terem aparecido em reuniões e hoje aparecem publicamente a denegrir a imagem da actual direcção de estar a destruir o partido”, disse.

Lucas Ngonda negou as acusações que dão conta de nepotismo, regionalismo e a incompreensão no seio do partido, referindo que os que fazem tais acusações são os mesmos que, ao invés de lutarem pela unidade e a coesão interna, mobilizaram eleitores para não votarem na FNLA e, ao mesmo tempo, furtaram-se de prestar auditoria, após o uso indevido dos recursos do partido.

Também disse não continuar a entender o motivo de tanta desinformação, calúnia, intriga e denegrição contra a sua pessoa e outros membros das estruturas centrais, mesmo cada um sabendo das condições em que se encontrava o partido, antes de assumir a presidência.

Afirmou que, apesar destes conflitos, a FNLA encontra-se preparada para enfrentar as eleições autárquicas, em 2020, tendo, deste modo, apelado a necessidade da criação de uma estrutura à parte da Comissão Nacional Eleitoral, de modo a não viciar o processo, que, a seu entender, deve basear-se no gradualismo funcional.

Na visão do líder da FNLA, a institucionalização das autarquias deve obedecer ainda três factores fundamentais, designadamente a criação de condições materiais, culturais e sociais, de modo a se tornarem num verdadeiro instrumento de combate às assimetrias regionais e promoção da governação participativa.

Com término previsto para o próximo dia 28, participam no congresso 401 delegados idos das 18 províncias do país.

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